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"A alma que não se abate, que recebe indiferentemente tanto a tristeza como a alegria, vive na vida imortal."Fonte - Bhagavad-Gita

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Dia Mundial da Invocação




Eu reconheço o meu outro eu e, ao minguar aquele, Eu cresço e brilho"


Todos os anos, na época da Lua Cheia de Gêmeos, o amor de Deus, a essência espiritual do fogo solar, alcança o ponto de expressão mais elevado. Viabiliza-se através da Hierarquia espiritual do planeta, que atua como intermediária entre a casa do Pai e a Humanidade.
A Hierarquia Espiritual do planeta é a reunião daqueles, entre a humanidade, que triunfaram sobre a matéria, atingiram a meta do domínio sobre si mesmos pelo mesmo caminho que, atualmente, outras pessoas percorrem. Vivenciaram todas as experiências, superaram as dificuldades, uma a uma e, através delas, venceram. Nisto reside o seu direito de servir, a força e a realidade de sua relação com toda a humanidade que continua batalhando. Este grande grupo de almas sempre foi o guardião do princípio de luz, de amor iluminado e sempre, ao longo dos tempos, centraliza a sua atenção na Humanidade quando a influência espiritual está no ponto mais elevado. Permeia a compreensão da vida grupal planetária, que inclui todas as etapas, desde o diminuto sentido da responsabilidade social do homem ou mulher que está dando os primeiros passos no caminho da maturidade espiritual, até a inclusiva compreensão do próprio Cristo.

O Festival da Lua Cheia de Gêmeos, o Festival do Cristo, é o terceiro dos três Festivais Espirituais Maiores. Segue-se ao Festival da Páscoa, o Festival do Cristo, em Áries e ao de Wesak, o Festival do Buda ou da Iluminação, em Touro. Conhecido por uma grande variedade de nomes, este Festival de Gêmeos é, essencialmente, o Festival do Cristo como representante da humanidade ante a presença de Deus. É o Festival da humanidade em busca da unificação e da compreensão de sua própria divindade e, como o reino humano, enquanto centro de distribuição de energias, está diretamente envolvido com a sua própria divindade, este festival é também conhecido como o Festival da Boa Vontade.

O Festival do Cristo é um Festival vivo do espírito da humanidade que aspira a Deus, buscando resposta à vontade de Deus e dedicado à expressão das corretas relações humanas. Fixado anualmente em relação à Lua Cheia de Gêmeos – a lua permanece por trás da Terra, completamente fora do caminho da potente corrente de energia que irradia do sol, o centro cardíaco simbólico deste sistema solar.

Durante dois mil anos, neste Festival, o Cristo tem representado a humanidade e permanecido perante a Hierarquia planetária e diante dos olhos de Shambala como o "Deus‑Homem", "o maior da grande família humana" sustentando uma relação consciente com a divindade, com a totalidade maior. Todos os anos, nesta época, repete o último sermão do Buda diante da Hierarquia reunida. Este Festival, de profundo apelo invocativo e de aspiração básica pela unidade humana e espiritual, representa o efeito na consciência humana do trabalho tanto do Buda como do Cristo.

As Forças de Reconstrução estão especialmente ativas durante o Festival de Gêmeos. Estas Forças, relacionadas com o aspecto vontade da divindade, são efetivas especialmente com relação às nações. O emprego que é feito destas energias impessoais depende da qualidade e da natureza da nação receptora, do seu grau de iluminação real e da sua capacidade de amar. É o significado por trás da ideia de meditação grupal, nesta “maré alta” de energia espiritual. Atualmente, as nações são a expressão massificada do egocentrismo coletivo de um povo e do seu instinto de sobrevivência, real ou imaginário. Estas energias podem aumentar este aspecto da vida nacional ou aumentar a potência dos objetivos de unidade mundial, paz e progresso. Estas energias construtivas e sintetizadoras deveriam ter como efeito a transformação da teoria da unidade em uma experiência prática, de maneira que as palavras “união” e “unidos” expresse verdadeira importância e sentido para todas as nações.
Atualmente, no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas, lentamente está sendo gerada a vontade‑de‑unificação e de síntese, inspirada por estas energias. Em um crescente reconhecimento da inter-relação existente neste planeta, as Nações Unidas sustentam, diante dos "olhos dos homens", uma visão do Plano para a humanidade.

A vontade de sintetizar e a vontade para o bem estão se convertendo em influências cada vez mais eficientes, através da meditação grupal e individual, durante este período anual dos Festivais Maiores. À medida que aumenta a compreensão da importância destes Festivais, aumenta o trabalho de meditação realizado por todo o mundo. A meditação planetária, no signo de Gêmeos, celebra a total vitória da vida sobre a forma e do espírito sobre a matéria. Simbolicamente, este signo é o signo dos Gêmeos: a luz da personalidade e a luz da Alma. Mediante o estímulo da energia do amor e da sabedoria, a luz da personalidade se obscurece gradualmente, enquanto a luz da Alma se torna mais forte e brilhante, indicando, com o tempo, a vitória total da humanidade sobre as formas através das quais se expressa.

A ideia da dualidade, especialmente nos níveis mentais, acentua-se em Gêmeos, todos os anos. Esta dualidade se expressa em dois estágios: primeiro, o emprego da mente concreta como mediadora na personalidade, condicionando a vida da personalidade, analisando e distinguindo entre o ser e o não‑ser humano e enfatizando a consciência de "eu e você", assim como a da personalidade. Em segundo lugar, a mente iluminada transmite as mensagens entre a Alma e o cérebro, estabelecendo uma correta relação entre o ser inferior e o ser superior, a personalidade e a Alma. Há um terceiro aspecto que depois se torna um fator atuante na vida: a mente abstrata, que relaciona Alma e Espírito. A relação de personalidade e alma é substituída pela relação dual de Alma e Espírito. É o revelador do aspecto vida.

A relação e a síntese das dualidades produz tensão, ação e reação, e esta condição de lutas e dificuldades que caracterizam a nossa vida planetária, mas que, à certa altura, produz o despertar da humanidade a uma plena consciência planetária. A meta de todo conflito é a harmonia, que é enfatizada no Festival do Cristo, mediante uma crescente percepção da relação entre alma e personalidade, entre mente e espírito, entre o material e o espiritual. A potência desta relação produz as mudanças necessárias à evolução da consciência Crística em qualquer ponto concreto do tempo e do espaço, e é sempre compatível com a extensão do pedido expresso. Esta força poderosa e evocadora está disponível durante a meditação, como resultado do alinhamento planetário e da receptividade extraplanetária, e pode ser contatada e transmitida em cooperação com a Hierarquia espiritual.

Devido a este singular alinhamento, este Festival do Cristo de precipitação e distribuição de energia é celebrado também como Dia Mundial da Invocação, durante o qual inúmeras pessoas utilizam a oração mundial, a “Grande Invocação” constante e continuamente, em vários idiomas e dialetos. Isto estabelece um campo de força invocativo e magnético que dirige, literalmente, as energias de luz, amor e vontade‑para-o‑bem diretamente à consciência da humanidade, impactando todos os corações sensíveis e todas as mentes abertas, produzindo efeitos planetários.

Esta invocação é o Mantra do próprio Cristo, o programa do Plano para a humanidade e uma fórmula de dirigir energias ao campo da percepção humana. É efetiva porque é empregada como uma fórmula de energia por todo o planeta, em todos os níveis de consciência humana e em toda a Hierarquia. À medida que são usadas, estas três energias básicas – LUZ, AMOR e VONTADE-PARA-O-BEM que estão corporificadas na Invocação fluem e se misturam com as forças de reconstrução e com todas as energias disponíveis através do Cristo, neste festival anual.

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