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"A alma que não se abate, que recebe indiferentemente tanto a tristeza como a alegria, vive na vida imortal."Fonte - Bhagavad-Gita

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL





Eu desejo que amanhã a melhor festa possa ser celebrada em seu coração, deixando nascer a esperança de um novo tempo.


Reforcemos a intenção de trabalharmos a nós mesmos, de ser mais tolerantes, de caminhar mais leve sem querer chegar primeiro, mas juntos.


Que a luz deste nascimento ilumine seu Akasha, esse reservatório de experiências e conhecimentos, para que você possa lembrar o verdadeiro Ser que é e impulsionado por essa luz possa trabalhar a serviço da Vida Maior.
                                                                      
                              FELIZ NATAL 
HARIOM

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Cidade Perdida








Petra uma cidade situada no monte Hor do ano 1 200 a.C. pela tribo dos Edomita. Nabateus era uma população muito sábia, eram cerca de 10 mil beduínos que viviam do transporte de especiarias, incenso, mirra e plantas aromáticas. Eles levavam a carga da Arábia Feliz, atuais Iêmen e Omã, até o Mediterrâneo. 

Esses nômades, “desejosos de preservar sua liberdade chamando de ‘sua pátria’ ao deserto, não plantavam trigo e não construíam casas”, como conta-nos Jeremias, no Velho Testamento, iriam surpreender a todos criando um império e esculpindo sua capital – Petra. 

Conta-se que povo Romano descobriram Petra e sua fonte de água que abastecia e envenenaram a água e muitos morreram. Aqueles que restaram entraram na cidade e mataram todos não sobrando ninguém; crianças, velhos, mulheres... todos mortos! Destruíram toda a biblioteca e nós não temos idéia de como viviam, para que usavam o templo, qual era finalidade daquele espaço e como eles conviviam.

Quando se vai a Petra a uma cerimônia de mil velas que são acesas para saudar os Nabateus e que são feita todas as noites nos convidando para o silêncio.

Um fragmento deixado por eles: Estamos entre os Seres mais privilegiados do planeta, recebemos majestosas vestes de bênçãos,  que não nos tornemos mendigo a nos despirmos dela por nos esquecermos que somos herdeiros dos reinos celeste.


Namastê
Lu Perez

Cuide de si mesmo




A condição mais venenosa da nossa psique é a condição de vítima. 

Você tem um centro onde a todo momento o universo te move para lá e muitas vezes corremos no sentido contrário a ele. Estar no centro  te coloca em prontidão, assim como ficamos diante de um Mestre sempre em prontidão.

Quem cuida de si mesmo está no centro da mandala da vida, não queira se responsabilizar pelo outro veja a ti mesmo e isso já lhe basta.

Quem cuida de si, cuida do outro....quem não cuida de si mesmo enche o saco do outro e vai se transformando em um peso para o universo.

Não queira ser importante no esquema da vida, seja você mesmo. Só Deus é o doador e a doação e tb o recebedor o tempo todo. Se você entender isso BINGO, realmente vai ser o verdadeiro servidor, aquele que não perde a conexão!


 Só serve aquele que Ama.
Luciana Perez

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Morte e Renascimento





Cada civilização teve a sua abordagem da morte e uma sabedoria própria. A morte foi considerada em algumas como o limiar de uma grande passagem, uma iniciação, uma porta dando acesso aos mistérios do mundo, raramente acessíveis aos vivos.

Na nossa sociedade atual muitos vê a morte como algo ruim e algo no qual não devemos nem pronunciar.

Porém, em algumas filosofias como o Budismo Tibetano a morte é vista como uma passagem, uma etapa num processo bastante mais vasto que engloba nele o nascimento.

Com a sua experiência milenar, o Budismo pode trazer algumas respostas quanto ao que nos espera do outro lado da morte e oferecer alguns conselhos sobre como nos prepararmos e ajudar os outros a preparem-se para esse momento derradeiro.


Os Budistas desenvolvem pois um sentido das responsabilidades dos seus actos uma vez que a morte, o estado intermediário e o próximo renascimento dependem deles.

Contrariamente a certas teorias postulando que o renascimento é sempre num sentido evolutivo, o Budismo vê a vida como um fluxo contínuo, por vezes ascendente, por vezes descendente, em função da natureza positiva ou negativa do nosso karma, ou seja, da resultante positiva ou negativa das nossas ações. Isto quer dizer que somos responsáveis pelas nossas reações, do caminho positivo ou negativo que tomamos e que é muito importante conhecermos as implicações das escolhas que constantemente temos de fazer na vida.

No fluxo contínuo da vida, da morte e do renascimento, o Budismo reconhece várias fases ou bardos. Esta palavra tibetana quer dizer “transição” ou “intermédio”. Tecnicamente falando, os textos budistas reconhecem quatro ou seis tipos de bardo, segundo as escolas. Isto quer dizer que no processo contínuo da vida, da morte e do renascimento, o nosso espírito passa por vários estados. Cada um deles é passageiro e é nesse sentido que se fala de estados intermediários.






A apresentação mais simples fala de quatro bardos. Trata-se do bardo da vida que dura do nascimento até à morte; do bardo do momento da morte que é o processo de agonia e de cessação das funções vitais; do bardo da vacuidade que corresponde ao momento em que a consciência faz a experiência da luminosidade natural do espírito, ou clara luz, e por fim do bardo da existência que corresponde ao período entre a experiência da clara luz e o renascimento seguinte.

Segundo o budismo, quais são então as nossas experiências nos derradeiros instantes da vida que agora vivemos? O Budismo explica que no momento da concepção a nossa consciência entra na matriz da mãe e toma como suporte a união das células masculina e feminina. Nos textos fala-se da essência branca do pai e da essência vermelha
da mãe como os aspectos subtis dessas duas células que presidiram à nossa concepção e dizem que essas essências perduram durante toda a nossa vida.

Por outro lado, tal como o mundo físico exterior, também o nosso corpo é formado pela interação dos cinco elementos : terra, água, fogo, ar e espaço. No momento da morte estes cinco elementos dissolvem-se uns nos outros e cada etapa desse processo é acompanhada por certas sensações particulares.

Por último, a consciência dissolve-se na vacuidade e é aquilo que consideramos como sendo a morte, o momento em que o espírito e o corpo se separam. Nesse momento as essências branca e vermelha de que falámos dissolvem-se no coração.

No final de todas as dissoluções o moribundo tem a experiência directa da luz clara, uma luminosidade que foi descrita como uma “aurora imaculada num céu de Outono perfeitamente limpo”. Essa é a consciência fundamental, a base de todos os outros níveis de consciência e a única que está sempre presente em todas as fases do contínuo da existência.

Mas a maior parte dos seres não reconhecem esta luminosidade, têm medo e perdem consciência, como se desmaiassem. Este estado de obscuridade dura cerca de três dias após os quais, pela força dos hábitos mentais, o defunto como que “renasce” num corpo mental. Este processo de restruturação da consciência marca o início do bardo da existência.


Durante a primeira parte do período que decorre entre a morte e a próxima vida – cerca de quarenta e nove dias, em média – a forma desse corpo mental, bem como todas as alucinações experimentadas pelo defunto estão relacionadas com a vida que acabou de deixar.

 Na segunda parte, as suas experiências estarão sobretudo relacionadas com a futura existência. Durante este segundo período ele irá ter certos presságios indicando a natureza do seu próximo renascimento, o qual dependerá dos actos anteriores.


Do ponto de vista dos médicos e enfermeiros, bem como dos familiares e amigos, que podemos nós fazer para ajudar o doente a fazer face a atravessar todas as fases da aproximação da morte e os derradeiros instantes de vida?

Quer a pessoa seja crente ou não, o mais importante é ajudá-la a resolver os conflitos interiores e exteriores, reconciliar-se com as pessoas a quem fez mal e perdoar aos que lhe fizeram mal. É bom que ela se desapegue dos bens, do estatuto social, da fama, da família, em resumo de tudo aquilo de que gosta e que terá de deixar. Perante a iminência da morte, todas as acções negativas cometidas com fins mesquinhos deixam-nos roídos pelo remorso. Quem tenha vivido mal pode morrer torturado pelo remorso e rodeado pelos ódios que acendeu. Será particularmente difícil ajudar uma pessoa dessas.


Todas essas coisas que destróem a nossa paz de espírito podem continuar a torturar-nos durante o estado intermediário, por isso, embora seja importante ajudar alguém a morrer, é preciso saber que o melhor preparativo para a morte é viver de um modo honesto e pacífico.

No que respeita á morte, como aliás a todas as fases da vida, o Budismo afirma justamente que os nossos atos determinam a natureza das nossas experiências e portanto, mesmo uma pessoa sem religião, que não seguiu nenhum treino espiritual particular, mas que viveu sem ódio nem rancor, sem fazer mal aos seres vivos e com um sentido dos valores humanos de solidariedade e de calor, que não tenha tido inimizades intensas nem preferências muito marcadas por certas pessoas, morrerá geralmente em paz, terá um bardo tranquilo e renascerá numa forma de existência superior.



O treino Budista de base leva-nos a respeitar esta lei da causalidade das nossas ações, incita-nos á prática da não-violência e ao desenvolvimento da compaixão, permitindo-nos ter uma morte serena, em paz com nós mesmos.

No que respeita aos grandes Mestres, seres cuja mestria do espírito é grande, eles podem pura e simplesmente nunca perder consciência e guardar intactas todas as aquisições e as experiências da vida que deixaram. Inúmeras histórias atestam esta capacidade, como por exemplo, aquela que aparece no filme Kundun, baseado na auto-biografia do Dalai Lama: quando era muito pequeno o actual Dalai Lama lembrava-se perfeitamente do sítio onde a sua anterior encarnação tinha guardado a dentadura postiça, um detalhe que todos desconheciam

Esta vitória sobre a vida, a morte e o renascimento é precisamente um dos objectivos da prática Budista e uma conquista que, segundo o ensinamento do Buda, é perfeitamente acessível a todos aqueles que se dedicam a uma prática de transformação do espírito, como a que o Budismo propõe.


O Filosofo e médico norte-americano Raymond Moodyq também nos fala sobre a passagem da morte, através do estudo e das experiências de quase morte. Querendo desvendar o véu que separa a vida da morte através dos relatos com as pessoas que quase morreram aqueles que morreram e retornaram para falar a respeito do que aconteceu. 


No seu livro “Vida Após a Vida” ele relata várias experiências EQM (experiência de quase morte). Todas elas acontecidas num momento de uma parada cardíaca com um retorno feliz à vida, obedeciam ao um mesmo padrão: a pessoa se via fora do corpo com os médicos tentando revivê-la e o paciente era sugado para dentro de um túnel escuro (O Vale das Sombras) amplo, profundo, aterrador que se estende até o infinito. Imediatamente essa paisagem muda e ele vê uma luz no fim do túnel. É recebido por um Ser de Luz e sua vida passa inteira, tal qual um filme e ele ouve uma voz e vê um portão fechado. O Ser de Luz avisa-o que se passar o portão não haverá volta. Naquele momento ele ouve as vozes dos médicos ou das pessoas queridas que tentam reanimá-lo que dizem: "volta, volta, volta" e ele retorna à vida.

Podemos também ler os ensinamentos de Ramana Maharish que respondendo aos seus discipulo sobre este tema morte e renascimento. Ensinava para aqueles que eram capazes de compreender a teoria não-dualista em sua forma pura ele apenas explicava que esta pergunta não surge, pois como o ego não tem uma existência real agora, também não o terá após a morte. (D =discipulo, B = Bhagavan (Pai, Mestres).

       D.: As ações de uma pessoa nesta vida afetam os seus nascimentos futuros?
      B.: Você nasceu? Por que você se preocupa com nascimentos futuros? A verdade é que não existe nascimento e nem morte. Que aquele que nasceu pense sobre a morte e outros consolos para ela.

O Bhagavan, de fato, desencorajava a preocupação com esses temas metafísicos, já que eles apenas distraem a pessoa do esforço de realizar o Eu Real aqui e agora.
      
D.: Dizem que depois da morte temos a escolha de desfrutar dos nossos méritos ou dos nossos deméritos, que depende apenas de nossa escolha. Isto é assim mesmo?
       B.: Para que perguntar sobre o que acontece após a morte? Para que perguntar se você nasceu ou não, se você colhe os frutos de seu karma passado ou não? Você não terá essas perguntas daqui a pouco quando estiver dormindo. Por quê? Por acaso você agora é uma pessoa diferente do que era enquanto dormia? Não, você não é. Descubra porque essas perguntas não surgem quando você está dormindo.

Ocasionalmente, entretanto, o Bhagavan aceitava um ponto de vista menos elevado para aqueles que não podiam ater-se à teoria não-dualista pura.
       B: No Bhagavad Gita Sri Krishna primeiro diz a Arjuna, no Capítulo II, que ninguém nunca nasceu e depois, no Capítulo IV, que “você e eu já passamos por inúmeras encarnações. Eu as conheço mas você não.” Qual dessas declarações é verdadeira? O ensinamento varia de acordo com a compreensão do ouvinte.
       Quando Arjuna disse que não iria lutar contra e matar seus parentes e professores para conquistar o reinado, Sri Krishna disse: “Não é que estes, você ou eu, não éramos antes, não somos agora, nem seremos depois. Ninguém nasceu, ninguém morre e não será assim daqui para a frente.” Ele posteriormente desenvolveu este tema, dizendo que ele havia dado instruções ao Sol e, através dele, a Ikshvaku; e Arjuna indagou como isso seria possível já que Krishna havia nascido apenas há alguns anos atrás e eles tinham vivido em eras passadas. Então Krishna entendeu seu ponto de vista e disse: “Sim, você e eu já passamos por inúmeras encarnações. Eu as conheço mas você não.”
Essas declarações parecem contraditórias, mas cada uma é verdadeira de acordo com o ponto de vista do ouvinte. Cristo também disse “Antes de Abraão ser, eu sou.”


Assim como nos sonhos você acorda depois de várias experiências novas, também depois da morte um novo corpo é encontrado.
       Assim como os rios perdem a sua individualidade quando deságuam no oceano – e mesmo assim as águas evaporam e descem como chuva de volta para o rio e depois para o oceano -, os indivíduos também perdem a sua individualidade quando vão dormir mas retornam novamente de acordo com as suas tendências inatas prévias. Similarmente, na morte o ser também não é perdido.

.: Como isso?
      B.: Veja como uma árvore cresce novamente depois de seus galhos serem cortados. Enquanto a fonte da vida não é destruída, ela continua crescendo. Da mesma forma, no momento da morte as tendências latentes retornam ao coração, mas não são destruídas. É assim que os seres renascem.
       No entanto, de um ponto de vista mais elevado ele responderia:
       Em verdade não existe nem semente nem árvore – existe apenas Ser.
      Ocasionalmente ele explicava o processo mais detalhadamente, mas sempre com a ressalva de que na verdade só existe o Eu imutável.
       D.: Quanto tempo dura o intervalo entre a morte e o renascimento?
       B.: Pode ser longo ou curto, mas o Homem Realizado não passa por isso; ele é absorvido diretamente pelo Ser Infinito, segundo a descrição do Brihad Aranyaka Upanishad. Alguns dizem que, após a morte, aqueles que tomam o caminho da luz não mais renascem, enquanto que aqueles que tomam o caminho da escuridão renascem depois de ter colhido os frutos do seu karma (destino auto-produzido) em seus corpos sutis.


Se os méritos e deméritos de um homem são iguais ele renasce imediatamente na Terra; se os seus méritos superam seus deméritos ele primeiro vai ao céu em seu corpo sutil, já se seus deméritos superam seus méritos ele vai primeiro ao inferno. Mas em ambos os casos ele renasce posteriormente na Terra. Tudo isso é descrito nas escrituras, mas na verdade não existe nem nascimento nem morte; cada um simplesmente permanece como realmente é. Apenas isso é a Verdade.
: É correta a visão Budista de que não existe uma entidade contínua que funcione como uma alma individual? Ela está de acordo com a doutrina Hindu de um ego que reencarna? A alma é uma entidade contínua que reencarna inúmeras vezes, como prega a doutrina Hindu, ou é um mero conglomerado de tendências mentais, como ensina a Budista?
       B.: O Eu Real é contínuo e não é afetado por nada. O ego que reencarna pertence ao plano inferior, o do pensamento. Ele é transcendido pela Auto-Realização.

Às vezes a questão não era a reencarnação em si, mas sim a dor da perda de um ente querido. Uma senhora que veio do norte da Índia perguntou ao Bhagavan se era possível conhecer o estado póstumo de um indivíduo.
      B.: Sim, é possível, mas para que tentar? Esses fatos são tão irreais quanto a pessoa que os vê.
       S.:  O nascimento de uma pessoa e sua vida e morte são reais para nós.
       B.: Sim, como você erroneamente se identifica com o corpo você pensa o outro como sendo um corpo também. Mas nem você nem ele são um corpo.

Na ocasião da morte do Rei George V dois devotos estavam discutindo o assunto no salão, e pareciam chateados. O Bhagavan disse: “O que importa para vocês quem morre ou o que é perdido? Morram vocês mesmos e se percam, tornando-se assim, com a extinção do ego, um com o Eu de todas as coisas.”
       E, finalmente, sobre a importância da morte. As religiões em geral dão importância ao estado mental em que a pessoa morre, e a seus últimos pensamentos antes da morte. Mas o Bhagavan alertava as pessoas que é preciso estar bem preparado antes, caso contrário tendências mentais indesejáveis podem surgir com força demais, não podendo ser controladas.

B.: No Capítulo VIII do Bhagavad Gita é dito que o último pensamento de uma pessoa no momento da morte determina o seu próximo nascimento. Mas é necessário experimentar a Realidade agora, nesta vida, a fim de poder experimentá-la no momento da morte. Reflita se este momento é de qualquer maneira diferente do último momento na morte, e tente estar no estado desejado.



Podemos ver assim, que em diversas culturas, filosofias e religiões a maioria se fala sobre a morte e o renascimento. Se pararmos para analisar mesmo ainda não se perdendo do físico passamos por esse processo de morte e renascimento como a aguia:

A Águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie, vive cerca de 70 anos. Aos 40 anos de idade, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas das quais se alimenta. O bico, alongado e pontiagudo se curva, suas asas tornam-se pesadas em função da grossura de suas penas, estão envelhecidas pelo tempo. Hoje, para a experiente águia, voar já é bem difícil!
Nessa situação a águia só tem duas alternativas:
Deixar-se morrer…ou enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá se recolher em um ninho que esteja próximo a um paredão. Um local Seguro de outros predadores e de onde, para retornar, ela necessite dar um vôo firme e pleno. Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o seu bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Pacientemente, espera o nascer de um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas. Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas. Após cinco meses, “Esta Renascida”, sai para o famoso vôo de renovação, certa da vitória e de estar preparada para viver, então, por mais 30 anos.


Muitas vezes, em nossas vidas, temos que parar e refletir por algum tempo, e dar início a um processo de renovação.
Devemos nos desprender dos pré-conceitos, dos maus costumes, de tudo aquilo que não é mais útil ou importante, para continuarmos a voar. Um vôo de vitória.
Somente Quando livres das barreiras e pesos do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.

Destrua o bico do ressentimento, arranque as unhas do medo, retire as velhas penas de suas asas, permitindo o fluir de novos pensamentos.


Alce um lindo vôo para uma nova vida de sonhos e realizações.

Tenha sempre uma meta: “Voe alto e seja Feliz”

Namastê
Lu Perez

Estudo de pesquisa
Luciana Perez

domingo, 19 de outubro de 2014

Ervas



Cedro 

Leva nossas preces ao criador, evoca bons espíritos, queima as energias negativas e invoca as positivas. 
O cedro foi a árvore para rituais mágicos de limpeza praticados na Mesopotâmia. O aroma do cedro proporciona clareza mental, gera auto-confiança e fé durante fases difíceis da vida. Os egípcios e o povo da Mesopotâmia, usavam o cedro para ter sonhos detalhados que poderiam ser úteis para encontrar soluções difíceis. 
O cedro é bom para acompanhar meditações e reflexões. 
O espírito do cedro é considerado muito antigo e sábio por tribos do Pacífico Noroeste. 
É da árvore da vida e é queimado para expulsar forças negativas. 


Copal 

Era usada ritualisticamente por séculos. Os pedaços cristalizados da resina copal são colocados no carvão de lenha ardente que produz um fumo grosso, doce. A resina do Copal é queimada em cerimônias de proteção, limpeza e de purificação. A resina é extraída de um pinheiro que cresce no México. 
Segundo as antigas lendas dos Maias, o copal foi extraído da árvore da vida que o Deus da Terra, presenteou para a humanidade em forma do sangue vital. É muito procurada por diversas tribos indígenas da América Central, fazendo parte de todas as rituais xamânes. No México conhece-se pelo menos três tipos de copal legítimo. 
Copal negro possui um aroma levemente seco e acre, enquanto o copal branco é comparável com a resina de olíbano, entretanto, é considerado menos 


Junípero 

Segundo Eugênio Carlos, para os nativos americanos, Junípero foi uma das plantas mais usadas para a queima de incensos.Eles usavam a ponta dos galhos. Junípero cria uma fragância quente e doce,ela fortalece,cura,acentua e limpa. Os nativos americanos ainda usam Junípero para dar boas vindas aos hóspedes e para dar suporte quando realizam algumas cerimônias ,usam também para limpar animais(cavalos) e carros. 
É muito usado quando se fazem orações ou cânticos sagrados. Sua fragância expande a mente, cria e expande espaços internos e aclara. É considerada uma árvore sagrada muito poderosa,que pode recarregar as energias internas e externas dos lugares.Conhecida como "A árvore da vida",textos antigos falam que "onde quer que eu tenha a fragância do junípero,o Diabo não pode ser encontrado". 


Lavanda 


É nativa da europa, frequentemente utilizada para convidar os espíritos 
O nome pode ser derivado do latim lavare = lavar ou lavandula = azulada. 
Entre os egípcios, ela foi usada para mumificação. 
Há uma lenda de que as roupas de Jesus cristo foram colocadas num arbusto de lavanda e adquiriu a fragrância. Alguns cristãos acreditam que usar perfume de lavanda é uma salvaguarda contra o mal. 
Moa para acalmar relacionamentos 


Mirra. 

Esta resina ajudar a um manter um estado do alinhamento Também conecta um ao espírito da juventude. Para espiritualidade, magia , meditação, paz, proteção, purificação 
Tem sido utilizadoa desde a antiguidade para inspirar oração e meditação e para fortalecer e revitalizar o espírito. 
Tem uma qualidade misteriosa e sedutora. Auxilia na expansão da consciência, da realidade espiritual por traz do cotiano. 
Acalma os medos e as incertezas com relação ao futuro. Amapilifica a força e coragem, aquece as emoções. 


Olíbano - Frankincense 

Juntamente com a Mirra, já foi considerado valioso como o ouro (Ouro, incenso e mirra). Usou-se para embalsamar os corpos dos faraós . Esta resina é usada para limpeza e para proteger a alma. Usado para suavizar depressão e promover clarividência. 
Segundo Eugênio Carlos do Saber da Terra, queimar a resina de Olíbano invoca uma sensação de prazer e eleva nosso Espírito para um sentimento aconchegante e de prazer. Há séculos o Olíbano é queimado. 
Ele nos faz lembrar a maravilhosa historia dos Três Reis magos trazendo presentes de Olíbano mirra e ouro para o bebê Jesus como reconhecimento de sua divindade! 
Esses presentes trazidos pelos Reis magos eram incensos altamente valiosos por sua fragrância e efeito em nosso Espírito.A resina de Olíbano tem algo de especial ela fala de séculos de devoção, inspiração Espiritual beleza harmonia e fé.Nossa resina de Olíbano é de primeira qualidade que vem da Somália - África, com um aroma que reconhecemos o fundo de nossa alma. 
Olíbano e Mirra formam um par bem harmonioso. Mirra representa os princípios da feminilidade, à resina de Olíbano de boa qualidade é atribuída as forças masculinas. A resina amarga e aromática da Mirra desenvolve, durante a queima, um aroma doce e balsâmico 


Palo Santo (Pau-Santo) 


Conhecido também como a madeira sagrada é um incense aromático de madeira natural usado por séculos pelos Incas como um remédio espiritual para purificação e limpeza e para proteção contra maus espíritos. 
Segundo Camilo Anguita, a origem do o origem do Palo Santo é muito antiga. Era pelos Incas ems eus rituais e cerimõnias espirituais. Para que a madeira de palo santo tenha ótimas qualidadades a árvore deve estar morta há ao menos dez anos por causas naturais, tornando-o ecologicamente correto. 
Está comprovado que se corta uma madeira do bosque, ela quase não tem aroma. 
É usado frequentemente em cerimônias de Ayahuasca. 


Pétalas de Rosa 

Produz um forte, quente e aromático perfume. Excelente para meditação, adivinhação. 
Aumentae a capacidade psíquica e conecta-se coms seres de outras dimensões, possibilitando a comunicação 
Também são tradicionalmente ligadas ao amor, conferindo paz, estimulando apetites sexuais,para encontrar a beleza. 


Salvia Branca 


Para limpar maus sentimentos, más influências, para bloquear a entrada de maus espíritos nas . 
Purifica os objetos cerimoniais. Eugenio Carlos acrescenta que os índios norte-americanos dizem que a fumaça da sálvia branca é para purificar o corpo, lugares e objetos pessoais. Por esta razão ela é muito sagrada para muitas tribos. 
Algumas tribos colocam pedaços de sálvia branca na fogueira na convicção de que a planta purifique o próprio fogo. 
Em algumas cerimônias dos índios Dakota, um galho de sálvia branca é colocado atrás da orelha para que os espíritos possam reconhece-lo. 
Oferece a força, a sabedoria e a clareza da finalidade 


Sweetgrass + Grama Doce 

Vem está trançada como uma trança de cabelos. 
É queimada geralmente encostando em brasas ou pedras quentes. 
A grama doce traz os espíritos bons e nas influências boas. 
Como com cedro, grama doce ardente leva preces até o criador . 
Eugênio acrescenta que produz uma agradável fragância luminosa. Ela limpa a atmosfera e é usada para cerimônias de limpeza. Segundo os nativos americanos,os bons espíritos,(aqueles que nos ajudam),adoram o aroma da "grama doce". 
Sweet grass,é usada para atrair energias positivas durante cerimônias de cura,para gerar uma conecção positiva entre aluno e professr,para limpar um espaço ou para visualizações. Tradicionalmente,os nativos americanos,usavam antes a sálvia,para limpar os espaços dos maus espíritos que causavam que causavam as doenças. 
Ela é uma erva para alma, gera um clima agradável de limpeza, de relaxamento,ajudando a encontrar serenidade,luz e cura. Durante uma cerimônia,conecta as pessoas á volta do fogo com as energias positivas das plantas. 

Representa a bondade e é queimada para permitir que os espíritos bons entrem. 


Sagebrush 


É considerada uma das plantas mais sagradas da Mãe terra para alguns nativos norte americanos. 
É uma espécie de artemísia, é ideal para limpeza e purificação de quartos e espaços de casa e escritórios, criando uma aura protetora. 
É queimada para expulsar; o mal, sentimentos e pensamentos negativos. 
Para manter as entidades negativas afastadas. Alguns esfregam no corpo durante a tenda-do-suor.

O Sândalo 

Usado há mais de 4.000 anos para cura, proteção e para elevação espiritual . 

Os místicos antigos usavam para estimular e ativar os centros psíquicos e os ajudar na meditação, para acalmar os nervos, ativar a sexualidade. 
Eugenio Carlos acrescenta que no passado, os indianos verificam que as pregas não atacavam a árvore do sândalo,por essa razão,é considerada a árvore da vitalidade. Na medicina Ayurveda,(a ciência da longevidade),o sândalo é usado para tratar problemas respiratórios,de visícula, rins, inflamações e problemas de pele. É usado também para dor de cabeça e tem uma forte substância antibactericida. 
Sua fragância gera uma atmosfera calma.É usado quando se busca paz interior, equilíbrio, em momentos de reflexão, para pessoas com stress e com um estilo de vida muito movimentado. Dissolve a tensão e é um convite para que sua imaginação flua em uma maravilhosa e rejuvenecedora viagem. 
Auxilia no conhecimento de encarnações passadas. 
Traz coragem e confiança para enfrentar momentos de mudança rápidas 
proporciona tranquilidade e alinhamento. 


Sangue de Dragão (Damemenorops draco) 

A Árvore do Dragão” cresce nas Ilhas Canárias. A Palmeira “Sangue de Dragão” encontra-se na Índia Oriental, Java e Borneo. Ambas as plantas exalam das frutas o chamado “Sangue do dragão”. 
Quando a resina líquida é extraída através da corte da casca, exsuda um liquido vermelho, semelhante de sangue verdadeira. A resina queimada é empregada para receber a proteção dos Deuses, emitindo um aroma seco e de tempero. 
Atua em misturas de defumação como agente de liga de óleos essenciais com resinas. 
Profundo em sua ação emocional. Abre o coração e clareia o espírito. 



Tabaco 


Sem dúvida uma unanimidade em todas as práticas xamânicas, para purificação, limpeza, proteção, elevação, agradecimento aos espíritos da natureza, exorcismo, bênçãos, passes. 
O tabaco é uma planta de grande ajuda. Utilizada para defumação ou no Cachimbo Sagrado, ele pode, trazer novos começos para quem quer que o esteja usando ou para quaisquer projetos ou lugares para o qual ele é queimado 
Acredita - se que o Tabaco abre a porta entre a Terra e o Universo do Espírito é usada em muitas maneiras pelos povos nativos. Se lhe oferecerem tabaco ritualisticamente, aceite, pois esse ato é sagrado . 
Para limpeza o tabaco não precisa ser fumado, pode ser colocado em conchas, turíbulos, etc 



Yerba Santa (Eriodicyon californicum) 

Esta planta de poder é empregada em muitas tribos indígenas para o fortalecimento e cura. As folhas secas foram usadas também como tabaco no cachimbo da paz. 
O aroma da erva queimada assemelha-se de artemísia e resinas de pinheiros, com quais cria notas aromáticas muito harmoniosas. Seu aroma dá às misturas uma nota quente. 
Ela ajuda nos estados de angústia e transmite força e poder. 
A yerba santa limpa o ambiente e pessoas das energias negativas e restaura uma barreira de proteção ao nosso redor. As folhas podem ser colocadas em volta da cama de pessoas doentes para proteção e cura. 
Devido a estas qualidades a hierba santa pode ser queimada como incenso sagrado para criar um ambiente de proteção paz e amor 

O Sweetgrass,Cedro e Saliva Branca juntas, são consideradas pelos nativos americanos, como a mais completa purificação. As ervas são depositadas em uma concha (abalone), que representa o Elemento Água, onde pedimos purificação do corpo emocional. A própria erva representa o Elemento Terra onde pedimos purificação do corpo físico e dos caminhos para prosperar na matéria. O* Elemento Fogo* é representado por ele próprio no momento da queima, nas brasas, e purificamos nosso corpo espiritual . Uma pena de ave, ventila e espalha a fumaça, representando o Elemento Ar e purificando nosso corpo mental, nossos pensamentos. 
Muitas pessoas falam aos espíritos da planta : 
- Espírito do Cedro. Possa eu, ser limpo de pensamentos negativos e sentimentos. 
- Possa meu coração ser puro novamente. Que eu consiga caminhar em equilíbrio e harmonia. 

- Espírito da Saliva ! Limpe-me de raivas do......Pode-se pedir limpeza para medos, aborrecimentos, duvidas, preocupações, etc. 
Algumas purificações são feitas com bastões de ervas, nas próprias brasas da fogueira cerimonial e em turíbulos, com resinas, pó de sândalo, tabaco e Pau-Santo. O Tabaco, além da purificação, é usado para dar agradecimentos. É oferecido às pessoas idosas na troca para o conselho e a informação. É oferecido também aos espíritos e guardiões 

Muitas outras ervas são usadas ao redor do mundo para esse fim. O simbolismo da cerimônia com fumaça é a purificação do espaço e dos participantes, banindo todas as energias não desejadas. Uma boa pratica de purificação também envolve os instrumentos cerimoniais. Enquanto as ervas vão se iluminando o aroma perfumado alcança suas narinas. As nuvens de fumaça levantam com a pena . O Corpo fica coberto com a fumaça perfumada, respira-se profundamente, inalando os efeitos. Enquanto a fumaça abaixa em torno de seu corpo, afeta sua pele e sentidos. Você percebe ficar relaxado, limpo, abençoado mesmo. Sua vida interna é tocada; suas emoções e memórias agitam.  Os pensamentos acalmam, inicia-se um relacionamento diferente com seus arredores e cria-se o ambiente propício para o trabalho espiritual. 








A defumação na História 



Por Eugênio Carlos 

Ninguém sabe quando a humanidade começou a usar as plantas aromáticas. Estamos razoavelmente seguros de que os sentidos do homem antigo eram bem mais aguçados, e o sentido do olfato foi crucial para sua sobrevivência. Há evidência do período Neolítico de que ervas aromáticas eram usadas em culinária e medicina, e que ervas e flores eram enterradas com os mortos. A fumaça ou fumigação foram provavelmente um dos usos mais antigos das plantas, como parte de oferendas rituais aos deuses. Era provavelmente notado que a fumaça de várias plantas aromáticas tinha, entre outros, efeitos alucinógenos, estimulantes e calmantes. Gradualmente, um conjunto de conhecimentos sobre as plantas foi acumulado e passado a centenas de gerações de xamãs. 
Os seres humanos tem uma ligação muito forte com as plantas. As plantas aromáticas têm sido honradas de um modo especial desde os tempos antigos. Eram utilizadas em rituais religiosos e mágicos, assim como nas artes curativas. Estas três práticas eram fundamentais para a existência humana (ainda hoje continuam sendo). 
As grandes civilizações desaparecidas do Oriente Médio e do Mediterrâneo glorificavam os aromas, que faziam parte de suas vidas. Creio que conhecer um pouco da história dos aromas e da defumação mágica, é uma introdução adequada para sua prática. 



Descendentes de Atlântida 

Há 4000 anos, existia uma rota de comércio onde se cruzavam as culturas mais antigas do Mediterrâneo e da África. Através dela, acontecia o comércio e troca de diferentes mercadorias como por exemplo: ouro, olíbano, temperos e especiarias em geral; conseqüentemente, trocavam conhecimentos de suas diferentes culturas. E foi bem no meio desta rota que nasceu a maior civilização desta época: "O Egito". 
A antiga civilização do Egito era devotada em direcionar os sentidos em direção ao Divino. O uso das fragrâncias era muito restrito. Inicialmente, sacerdotes e sacerdotisas eram as únicas pessoas que tinham acesso a estas preciosas substâncias. As fragrâncias dos óleos eram usadas em perfumes, na medicina e para uso estético, e ainda, para a consagração nos rituais. Eram queimados como incenso. Sobre as paredes das tumbas dos templos antigos perdidos no deserto, há um símbolo que aparece com freqüência que parece uma fumaça que sai dele mesmo. Isto confirma que no Egito se utilizava o incenso desde tempos antigos. Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram de terras distantes incenso, sândalo, mirra e canela. Esses tesouros aromáticos eram exigidos como tributo aos povos conquistados e se trocavam inclusive por ouro. Os faraós se orgulhavam em oferecer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas e perfumes de plantas, queimando milhares de caixas desses materiais preciosos. Muitos chegaram a gravar em pedras semelhantes façanhas. 
Os materiais das plantas aromáticas eram entregues como tributos ao estado, e doados a templos especiais, onde se conservavam sobre altares como oferendas aos deuses e deusas. Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos. Queimava-se muito incenso nas cerimônias do templo, durante a coroação dos faraós e rituais religiosos. Queimava-se em enterros para extrair do corpo mumificado os espíritos negativos. 
Sem dúvida o incenso egípcio mais famoso foi o Kyphi. O Kyphi se queimava durante as cerimônias religiosas para dormir, aliviar ansiedade e iluminar os sonhos. 



Os Sumérios e os Babilônios 

É difícil separar as práticas destas culturas distintas já que os Sumérios tiveram uma grande influência dos babilônios, e transcreveram muita da literatura dos seus antepassados para o idioma sumério. Sem engano sabemos que ambos os povos usavam o incenso. Os Sumérios ofereciam bagas de junípero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar. 
Tudo indica que o junípero foi o incenso mais utilizado, eram usadas outras plantas também. Madeira de cedro, pinho, cipreste, mirto, cálamo e outras, eram oferecidas às divindades. O incenso de mirra, que não se conhecia na época dos Sumérios foi utilizados posteriormente pelos babilônios. Heródoto assegura que na Babilônia queimaram uma tonelada de incenso. Daquela época nos tem chegado numerosos rituais mágicos. O Baru era um sacerdote babilônio esperto na arte da adivinhação. Acendia-se incenso de madeira de cedro e acreditava-se que a direção que a fumaça levantava determinaria o futuro, se a fumaça movia-se para a direita o êxito era a resposta, se movia-se para a esquerda a resposta era o fracasso. 



Os gregos e romanos 

Estes povos acreditavam que as plantas aromáticas procediam dos deuses e deusas. O povo chegou a consumir tantos materiais aromáticos para perfumar-se que no ano de 565 foi decretada uma lei que proibia utilizar essenciais aromáticas pelas pessoas com temor de não ter suficiente incenso para queimar nos altares das divindades. 
Nativos americanos 
Os nativos americanos vivem em harmonia com a terra, reverenciam-na como geradora de vida. Os nativos americanos desde muito tempo tem conhecido o valor e poder de cura das plantas de poder, usadas em tendas de suor, dança do tambor etc. Queima se sálvia, cedro e resinas para limpeza de objetos de poder. É usada para a saúde e o bem estar de sua tribo. 
Incenso do Templo 
Desde épocas mais antigas, as substâncias aromáticas naturais de plantas tem um papel vital na vida diária dos povos. Estas ligações vitais entre povos e plantas perderam-se, e muitos de nós perdemos o toque com a terra e com nosso próprio estado de saúde. 
De acordo com o Zohar, oferecer incenso é a parte a mais preciosa do serviço do templo para os olhos do grande deus. Ter a honra de conduzir este serviço, é permitido somente uma única vez na vida. Diz-se que quem teve o privilégio de oferecer o incenso está recompensado pela sorte com riqueza e prosperidade para sempre, neste mundo e no seguinte. 

Continuando com Eugênio : 
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda, bem como nos ambientes domésticos. Este ritual é praticado com o objetivo de purificar o ambiente (terreiro/residência), bem como o corpo do médium e da assistência (pessoas que irão participar da gira), retirando as energias negativas e preparando o local para que a gira possa ocorrer em harmonia. 
Pode-se aproveitar o know-how pego pela Umbanda para fazer uma limpeza em sua própria casa. Para fazer uma defumação correta só precisa de carvão em brasa dentro de um turíbulo (incensório pequeno, geralmente feito de barro). Jogue as ervas secas dentro (ou na parte de cima, dependendo do modelo de incensório) e vá defumando toda a casa: se for para limpeza espiritual, defume sempre de dentro para fora; se for para atrair bons fluidos e dinheiro, defume de fora para dentro. Os resíduos da defumação podem ser jogados no rio, no lixo, no terreno baldio, em qualquer lugar bem longe da casa, na encruzilhada, etc. (isto vai variar com a bula da defumação). Várias pessoas também aconselham seguir a posição da lua. Ex: para quebrar feitiço e limpeza em geral, fazer na lua minguante. Nas luas nova, crescente ou cheia, fazer a defumação para prosperidade, amor, etc. 
Existem dois tipos de defumação: 


DEFUMAÇÃO DE DESCARREGO 
Serve para afastar seres do baixo astral e dissipar larvas astrais que impregnam qualquer ambiente, tornando-o carregado e ocasionando perturbações nas pessoas que neles se encontram. Ervas utilizadas: 
ARTEMíSIA VULGARIS : Esta erva pode utilizado para estimular energia psíquica e sonhos proféticos.Os lakotas acreditam que quando artemisia (Mugwort) é queimada faz com que os maus espíritos fogem 
ALECRIM DO CAMPO: defesa dos males; tira inveja e olho gordo, protege de magias. 
ARRUDA: descarrego e defesa dos males, proteção e remove o efeito de feitiços. 
BELADONA: limpeza de ambientes 
BENJOIM RESINA e CANELA: limpa o ambiente e destrói larvas astrais. 
CARDO SANTO: defesa, quebra olho gordo. 
CIPÓ CABOCLO: elimina todas as larvas astrais do ambiente. 
FOLHA DE BAMBU: afasta vampiros astrais. 
GUINÉ: atua como poderoso escudo mágico contra malefícios. 
INCENSO: tanto a erva como a resina (pedra) são bons para limpeza em geral. 
MIRRA: descarrego forte, afasta maus espíritos. 
PALHA DE ALHO: afasta más vibrações. 
Modo de usar: varra a casa ou local a ser defumado; acenda uma vela para seu anjo da guarda; depois, acenda um braseiro e coloque três tipos diferentes de ervas. Defume de dentro para fora, mantendo o pensamento firme de que está limpando sua casa, sua família e seu corpo. 


DEFUMAÇÃO LUSTRAL 
Além de afastar alguns remanescentes astrais que por ventura tenham se mantido após a defumação de descarrego, esta defumação atrai para o ambiente correntes positivas das entidades que se encarregarão de abrir seus caminhos. Ervas usadas: 
ABRE CAMINHO: abre o caminho atraindo bons fluidos dando força e liderança. 
ALFAZEMA: atrativo feminino, deixa o lar mais suave, limpa, purifica e traz o entendimento. 
ANIS ESTRELADO: atrativo; chama dinheiro. 
COLÔNIA: atrai fluídos benéficos. 
CRAVO DA ÍNDIA: atrativo; chama dinheiro e dá força à defumação. 
EUCALIPTO: atrai a corrente de Oxossi. 
LEVANTE: abre os caminhos do ambiente. 
LOURO: abre caminho, chama dinheiro, prosperidade e dá energia ao ambiente. 
MADRESSILVA: desenvolve a intuição e a criatividade; favorece também a prosperidade. 
MANJERICÃO: chama dinheiro. 
ROSA BRANCA: paz e harmonia. 
SÂNDALO: atrativo do sexo oposto e também ajuda a conectar com a essência Divina. 
Modo de usar: esta defumação deve ser feita da porta da rua para dentro do ambiente. 
Na limpeza evite escolher ervas com funções diferentes, por exemplo: Levante, Louro e Cardo Santo, pois duas estão abrindo o caminho e a terceira (Cardo Santo) é para limpeza. Isso pode não combinar, por isso primeiro defume a casa fazendo somente a limpeza, de dentro para fora; depois, use as ervas para atrair coisas boas (de fora para dentro). 
Quando for fazer defumação de café e açúcar, não faça com os 2 juntos; primeiro, defume de dentro para fora com o café, jogue as brasas e os resíduos bem longe; depois, defume de fora para dentro com o açúcar. 
Quando for usar Incenso, Mirra e Benjoim, coloque uma quarta erva para limpeza. 
Muitas pessoas não podem defumar a casa porque o marido, mulher ou vizinhos não gostam da defumação. Então, para uma defumação mais simples e funcional, faça-a com incensos, seguindo a orientação abaixo: 



PARA LIMPEZA DE AMBIENTE COM INCENSOS 
Encha um copo virgem (de vidro) de arroz cru, coloque 8 varetas de incenso, podendo ser de Arruda, Alecrim, Cânfora, Eucalipto, Madressilva ou Pimenta; passe este copo na casa inteira (começando de dentro para fora da porta de entrada) e quando chegar na porta de entrada, deixe-os queimando; no término, jogue todos os resíduos (arroz e o pó do incenso) na água corrente; o copo guarde para a próxima defumação. 


Tabela de incensos: 

Limpeza: Olibano, elemi, copal, cravo da índia, junípero, louro cedro, lavanda, alecrim, salvia branca, sangue de dragão, sweetgrass. 
Coragem: Elemi, sangue de dragão, bálsamo do Peru, olibano, palusanto, louro, lavanda, cedro, pinho, junípero, salvia branca, tomilho. 
Criatividade : Anis estrelado, copal, cravo da índia, mastic, elemi, breuzinho, olibano, capim limão, junípero. 
Relaxar: Lavanda, sândalo, vetiver, sandarac, nardo. 
Meditação & oração: Sândalo, mirra, olibano, mastic, copal, nardo, Ladano, sangue de dragão, damar, aloés madeira. 
Sono: Sândalo, nardo, galbano, mirra, salvia branca, lavanda. 
Sonhos: Aloés madeira, mastic, louro, lavanda. 
Amor: Sândalo, aloés copal, beijoim, mirra, vetiver, cássia, nardo, rosa patchuli.



http://circulodaluanova.blogspot.com.br/2010/02/ervas-xamanicas.html



Namastê
Lu Perez