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"A alma que não se abate, que recebe indiferentemente tanto a tristeza como a alegria, vive na vida imortal."Fonte - Bhagavad-Gita

quarta-feira, 24 de julho de 2013

NADA DE DRAMA, POR FAVOR, ESTAMOS EVOLUINDO…



Sarah Varcas,23 de julho de 2013

No rastro da Lua Cheia, nós nos encontramos numa janela de oportunidade que durará até a Lua Azul de 20/21 de agosto. Esta oportunidade pode ser muito favorável e preciosa, se estivermos preparados para abraçá-la e fazer a nossa parte. Entretanto, se a deixarmos escapar, poderemos lamentar nossa falta de entusiasmo por ela, nos próximos meses. É a oportunidade de descobrir como lidar com energias poderosas em nossas vidas, transmutando o que a princípio pode parecer prejudicial em algo bem mais criativo e positivo.
Este ato de alquimia energética é um dos maiores desafios para o ser humano. O ego gosta tanto de se prender a experiências aparentemente negativas e transformá-las numa refeição! Se deixássemos por conta dele, todo dia seria um drama Shakespeareano de jogos de poder, batalhas entre vontades e lutas mortais, tal é o relacionamento do ego com os melodramas da vida.
Mas o desafio que temos diante de nós agora é levar a vida de forma diferente. Não, as coisas nem sempre caminham do jeito que esperávamos, as pessoas não agem do jeito que gostaríamos e não se comportam como nos comportaríamos… mas, e daí?
Esta é a natureza da vida. Para cada vez que ficamos frustrados com alguém, existe alguém igualmente frustrado conosco; para cada ocasião em que cedemos às exigências de outrem, há alguém que também cedeu às nossas exigências da mesma forma em algum momento… e há grandes chances de que nem sequer o percebemos!
Dar e receber – os altos e baixos da vida – significam que estas coisas ocorrem todos os dias e, se permitirmos que o ego continue fazendo uma grande novela de tudo, então, francamente, depois de tudo que aprendemos nos últimos anos, que esperança existe?!
Portanto, este mês é um momento para fazermos tudo diferente, começando hoje. Na chegada da Lua Azul daqui a um mês, teremos a oportunidade de fechar a cortina sobre algumas partes de nossas vidas que realmente já ultrapassaram o limite da nossa acolhida e devem ser liberadas.
Quando esse momento chegar, precisaremos ter bastante clareza sobre quais são essas partes e providenciar para que elas estejam de malas prontas para partir, dando-lhes um adeus firme e final, enquanto as observamos desaparecendo no horizonte. E para que possamos fazer tudo isso, podemos experimentar viver sem elas nas próximas semanas, mesmo que continuem sussurrando em nossos ouvidos diariamente.
Então este é o plano: fique atento ao momento em que o ego se liga em alguma coisa e se apronta para preparar o drama habitual. Ele geralmente usa o mesmo enredo do último drama, e do anterior a este… Pode ser algo do tipo “ninguém aprecia os meus esforços” ou talvez “sou tão inútil, que nunca vou conseguir levar isto adiante”, ou “não posso suportar a dor desta separação” Ou pode ser algo bem específico, como “sou deste jeito porque x e y aconteceram comigo e nada vai mudar isso”
É assim que o ego nos captura, identificando-nos com as condições dolorosas em nossas vidas e estimulando-nos a criar uma identidade a partir delas. É um jogo sutil e poderoso, porque fica muito mais difícil nos desapegarmos dessas condições, quando sentimos que elas são uma parte fundamental daquilo que somos. Se não conseguimos imaginar a vida sem estarmos deprimidos, estressados ou aflitos todos os dias, então realmente precisamos fazer as coisas de um modo diferente, a partir de hoje.
Não é fácil. Os seres humanos são complexos. Nossas mentes têm um grande poder sobre nós e a transformação pode ser um processo longo e doloroso nos aspectos mais densos de nossas vidas. Mas até isto está começando a mudar agora.
O cadinho cósmico do mês que vem está pronto para acelerar o processo e libertar-nos das coisas que vem nos prendendo há um tempo demasiadamente longo… desde que façamos a nossa parte! Então hoje, quando nossas mentes começarem a nos contar as velhas estórias de “coitadinho de mim”, podemos parar, respirar e sorrir, lembrando que agora as coisas estão mudando e não precisamos mais agir do mesmo jeito que antes. E em seguida fazer o que faríamos se não estivéssemos vivendo aquele drama em particular, se não estivéssemos mais assumindo a velha estória sobre nós mesmos e nossas vidas.
Estamos aprendendo um novo papel agora, trabalhando com um script diferente e, assim como um ator, estamos nos preparando para o grande momento. Precisaremos de um certo tempo e de comprometimento para conseguirmos chegar lá, e quando o fizermos… bem, nossas vidas poderão ser uma performance digna de um Oscar e poderemos nos orgulhar justamente de não termos nos permitido ser moldados como algo ou alguém que não somos.
Amor para todos,
Sarah Varcas

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