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"A alma que não se abate, que recebe indiferentemente tanto a tristeza como a alegria, vive na vida imortal."Fonte - Bhagavad-Gita

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A LENDA DA FÊNIX






O FOGO 
O fogo tem sido sempre objeto de um verdadeiro culto. Simbolicamente, o fogo é  sinônimo de vida, de luz, de força,  de amor, e de  força espiritual - O fogo permite transformar a matéria, por fusão -  Além disso, é considerado um elemento purificador. O fogo é símbolo de luz, de purificação, de energia e de sexualidade.


Como surgiu o Fogo
Lenda Indígena recontada por Suzana Montauriol

Como sabemos os índios não compram as coisas em supermercados ou feiras, não têm fogão, microondas, geladeiras...  Eles saem à caça pra poder comer, ou quando não sabem caçar, sempre tem sua horta de verduras, legumes e demais coisa que podem ser plantadas. Todavia há muito...  muito tempo atrás, eles não tinham o Fogo... Todo calor que eles conheciam vinha só da luz do sol.
Não dá mesmo pra gente imaginar nossa vida sem o fogo... Imaginem como faríamos nossa comida?  E quando acaba Luz... Sem a chama de uma vela... nossa que escuridão!!!! E sem uma fogueira de São João!!
Contudo, houve um tempo que não existia fogo na Terra! E quem nos conta essa história, ou melhor, essa lenda, são os índios Caingangues - também chamados kaingang, kanhgág, guainás. Atualmente, os Caingangues ocupam território, nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os Caingangues estão entre os cinco povos indígenas mais numerosos no Brasil.
Só Minarã possuía o fogo. Só havia uma lareira em toda a terra conhecida pelos Caiangangues. A luz e o calor vinham só do sol. Não havia recurso contra o frio e os alimentos eram comidos crus.
Minarã, índio de raça estranha, egoísta, guardava só para si os segredos do fogo.
Sua cabana era constantemente vigiada e sua filha, Iaravi, era quem mantinha o fogo sempre aceso.
Os Caiangangues, porém, não desistiam de possuir do fogo também. Necessitavam do fogo para sua sobrevivência e não se conformavam com a atitude egoística de Minarã.
Foi assim que Fiietó, inteligente e astuto jovem da tribo, decidiu tirar de Miranã o segredo do fogo.
Transformado em gralha branca- Xakxó- partiu voando para o local da cabana e viu que Iaravi banhava-se na águas do Gôio-Xopin, rio largo e translúcido.
Fiietó lançou-se no rio e deixou-se levar pela correnteza disfarçado de gralha.
A jovem índia fez o que Fiietó previa. Pegou a gralha e levou-a para dentro da cabana e colocou-a junto à lareira. Quando secou suas penas, a gralha pegou uma brasa e fugiu. Minarã, sabendo do ocorrido, perseguiu a gralha que se escondeu numa toca entre as pedras.
Minarã com uma vara, bateu, bateu, bateu na  toca até que viu a vara ficar manchada de sangue. Pensando que havia matado a gralha  regressou contente à sua cabana.
De fato, a vara ficou manchada de sangue porque Fiietó, esperto, esmurrara seu próprio nariz para enganar o índio egoísta.
Saindo de seu esconderijo, a gralha voou até um pinheiro. Ali reacendeu a brasa quase extinta e com ela incendiou um ramo de sapé levando-o também no bico. Mas com o vento, o ramo incendiou-se cada vez mais e, pesado, o ramos  caiu do bico de Xakxó. Ao cair atingiu o campo e propagou-se para as matas e florestas distantes.
Veio a noite e tudo continuou claro como o dia. Foi assim dias e dias. De todas as partes vieram índios que nunca tinham visto tamanho espetáculo e cada um levou brasas e tições para suas tribos.
O Fogo agora pertencia a todos... E depois que aprenderam as delícias do fogo, nunca mais quiseram viver sem o FOGO. Logo aprenderam como fazer o fogo aparecer e hoje nas suas rodas sagradas,  sempre há uma fogueira onde todos contam histórias de seus antepassados.
... E o fogo com sua boca enorme saboreia todas as histórias e depois   baforando joga a  fumaça  para fora que sobe aos céus e junto  ao  seu irmão vento as histórias são espalhadas pelo mundo a fora  e até agente que tá aqui bem  longe, fica sabendo!!
Um Beijo
SU

A LENDA DA FÊNIX

A Phoenix, Fênix ou Phoinix (grego) é a lendária ave que ateia fogo em si mesma quando descobre que está para morrer.
Ela povoou o imaginário mitológico das antigas civilizações egípcia e grega.
A lenda diz que a primeira Phoenix surgiu de uma centelha que o deus Ra soprou sobre a face da Terra, representando o Fogo Sagrado da Criação.
Segundo a lenda, seu habitat é entre os desertos da Arábia, entre as ervas e temperos aromáticos.
Ela vive por volta de 500 anos e após esse período procura uma árvore solitária e, no alto de sua copa, faz seu ninho com canela, olíbano (uma espécie de goma-resina, encontrado na África e na Índia; especiaria muito utilizada na Antiguidade para se fazer incenso) e mirra (espécie de arbusto encontrado em regiões desérticas, especialmente na África e no Oriente Médio).
Ela, então, ateia-se fogo e de suas cinzas surge um pequeno ovo vermelho de onde nasce uma outra Phoenix, mais forte e mais bonita.
Ela representa a imortalidade do ser, o poder de mudança, de consciência de si mesmo.
Pode ser vista, também, como um modelo de perfeição ou de beleza absoluta.

Na mitologia egípcia a Phoenix é reverenciada como a personificação do deus Ra (deus do sol). Existe somente uma da espécie e é por isso que o deus Ra jurou que enquanto a Phoenix renascer das cinzas, a esperança, no mundo, nunca morrerá.
Portanto, a Phoenix representa a depuração da alma.
Segundo a lenda, o tamanho da ave assemelha-se ao da águia. Tem olhos brilhantes como as cores das estrelas. Sua plumagem é dourada no pescoço e no papo; púrpura no restante do corpo; possui uma crista formada por penas finíssimas e delicadas, sendo sua calda constituída por penas longas e suaves, nas cores branca e vermelha. Na mitologia oriental também existe uma Phoenix que simboliza a felicidade, a virtude e a inteligência. E sua plumagem é feita das sete cores sagradas para os orientais: as cores do arco-íris.






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