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"A alma que não se abate, que recebe indiferentemente tanto a tristeza como a alegria, vive na vida imortal."Fonte - Bhagavad-Gita

terça-feira, 3 de abril de 2012

Meditação da semana santa









Neste período de semana santa é um momento importante para reflexão interna e desenvolvimento pessoal.



Do ponto de vista da sabedoria antiga, a Semana como unidade de tempo tem relação com a tradição religiosa no Gênesis e nela temos a descrição da criação do mundo em sete dias.

Os dias da semana recebem seus nomes dos sete planetas, arquétipos, princípios que ordenam a vida no universo, sendo que das esferas dos Sete Planetas emanam forças espirituais que impulsionam o desenvolvimento humano. 

Os antigos sábios descreve o universo através de imagens, numa linguagem analógica que, por ser poética, toca mais profundamente a nossa alma.

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos e vai até o Sábado de Aleluia, sendo que o Domingo da Ressurreição, denominado de Domingo de Páscoa (do hebraico Pessach-passagem) é o primeiro dia da passagem para o Novo Sol que será a Terra vivificada pelo Eu do Cristo. 



DOMINGO DE RAMOS – Dia do Antigo Sol
No primeiro dia da Semana Santa, Jesus Cristo entra na cidade de Jerusalém, montado em um burrinho branco. Com brados de “Hosana”, o povo o saúda com ramos de palmeiras.
A força luminosa que emana do Cristo reascende no povo a antiga clarividência, vivenciada nos rituais das festividades em homenagem ao sol. A palmeira sempre fora considerada o símbolo do sol natural.
O Cristo atravessa em silêncio a vibração popular sem se contagiar. Interiormente sabe que aquele entusiasmo, logo passará. Não tem consistência interna. É o entusiasmo natural que logo se transfere para outra novidade, para outro acontecimento externo. Cristo sabe o que ele próprio representa e a que veio. Ele quer penetrar na camada mais consciente da alma humana. O seu brilho é o brilho próprio que emana da essência de seu ser espiritual.
O seu estado de alma é autoconsciente e acolhedor. Permanecerá. Entrar em Jerusalém, montado no burrinho tinha para o Cristo o sentido de deixar claro a transição: da antiga exaltação visionária, semi-consciente, desencadeada por elementos externos, para a atitude equilibrada, fruto da presença de espírito, do Sol interior na alma individualizada.

Notas da Tia Lu: Podemos pegar um ramo de palmeira e deixar secar, depois queime essa folha para simbolizar a transformação do Ser.

SEGUNDA-FEIRA SANTA – DIA DA LUA
Qualidades: manter, revitalizar, refletir

 ACONTECIMENTO - Betfagé era uma aldeia cercada pôr figueiras consideradas sagradas por seus moradores. Fora de lá que Cristo, no Domingo de Ramos, mandara Pedro e João trazer um burrinho, também considerado um animal sagrado. Ali, cultivava-se uma antiga forma de clarividência, ou seja, praticava-se “o sentar-se sob a figueira”, uma série de exercícios físicos e meditativos através dos quais se atingia um estado onírico de religação com o mundo espiritual.
Na manhã de Segunda-feira, ao retornar de Betânia à Jerusalém, com seus discípulos, Cristo aproxima-se da figueira e pronuncia a sentença: “Para todo o sempre, ninguém mais comerá destes figos”. Isso significaria que, no dia seguinte, a árvore estaria seca.
Com a condenação da figueira, Cristo cessa o antigo dom lunar da consciência visionária, a antiga forma de clarividência na qual predominavam os processos vitais.    
Cristo veio para que o ser humano trilhasse o caminho da autoconsciência que o conduzirá à liberdade.
“A capacidade da autoconsciência teria que ser conquistada e isso exigia em troca a antiga clarividência”. Retornará o tempo no futuro, em que todos os homens serão clarividentes por terem cultivado o “eu sou”, ou seja, a “autoconsciência”.
Chegando mais tarde ao Templo que fervilhava de atividades comerciais, Cristo expulsa os vendedores. Devolve ao Templo sua condição de lugar sagrado e aos peregrinos, que chegavam de todos os lados para as cerimônias de Páscoa, devolve a consciência de que aquela era a casa de Deus. 

Notas da Tia Lu: Sente em uma postura confortável e medite sobre a nossa verdade interna, assim como fizemos durante as aulas. Traz atenção ao seu templo interior que é a morada de Deus.

TERÇA-FEIRA SANTA – DIA DE MARTE
Qualidades de luta, de autenticidade e coragem

 ACONTECIMENTO - O Cristo volta a Jerusalém trazendo as oferendas para o ritual que antecede a festa pascal. No Templo, enquanto o povo o ouvia, seus adversários o abordam com questões que são verdadeiras  armadilhas, para fazê-lo cair em contradição.
Cristo responde a cada uma das questões com parábolas que caem como verdadeiros golpes de espada sobre os sacerdotes e escribas, que nelas se reconhecem como protagonistas.
A cada parábola, Cristo reafirma a natureza espiritual do seu Eu, assumindo seu lugar próprio e colocando os adversários no devido lugar.  Sua força se intensifica.
Sem temor, pergunta por pergunta, a identidade espiritual do Cristo vai se revelando.
Ele mostra aos oponentes quem realmente é, e a que veio. É uma luta intensa, travada em palavras e em intenções. De um lado, a intenção dos inquisidores que por desconfiarem dele, queriam desmascará-lo. Do lado de Cristo, a intenção poderosa do seu Eu manifestando-se em toda a sua inteireza  e culminando com as palavras: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”
No final do dia, reunido com os apóstolos no Monte das Oliveiras, Cristo lhes transmite as metas que prepararão a humanidade para a sua volta, no futuro. Neste dia Cristo mostra que a maior das lutas é a batalha travada no interior, entre o medo e a vontade de colocar o nosso Eu no mundo. Nesta luta interna, nos apropriamos dos dons de Marte: a autenticidade e a coragem de enfrentar as adversidades.

Notas da Tia Lu: Meus Amados olha que lindo ensinamento " Neste dia Cristo mostra que a maior das lutas é a batalha travada no interior, entre o medo e a vontade de colocar o nosso Eu no mundo. "  A luz desta semana é a luz do primeiro raio, luz azul, fechem os olhos e deixa essa luz entrar no topo da sua cabeça e faça com que ela passe por todo o seu corpo...fisico, mental, emocional e espiritual trazendo a coragem de viver melhor todos os dias.


QUARTA-FEIRA SANTA – DIA DE MERCÚRIO
Qualidades: Fluidez, devoção e cura

 ACONTECIMENTO - Ao entardecer daquele dia em Betânia, Jesus se reuniu com seu círculo mais íntimo à mesa de refeição, na casa de Simão.
Aproxima-se do Cristo, Maria Madalena e ungindo seus pés com um óleo precioso os enxuga com seus próprios cabelos. O gesto de Madalena provoca uma reação de crítica nos presentes e desencadeia a revolta que se acumulava na alma inquieta de Judas. Argumentado, Judas conta o desperdício em detrimento dos pobres e sai para se encontrar com os sacerdotes e concretizar a traição que o levará ao suicídio.
É a segunda vez que Madalena unge os pés do Cristo. Na primeira unção, Ele dissera aos presentes: “Calem-se. Ela muito amou e muito lhe será perdoado.”  A postura do Cristo é de receptividade. Em relação a Judas, Cristo compreende que este não possui em sua alma forças de coesão para ordenar suas impressões e esta agitação flui para o mundo como uma revolta. Maria Madalena, entretanto, interiorizara as forças de amor que antes a arrastavam para o mundano. Essas forças fluem para o mundo como devoção. Ambos são tipos mercuriais, sempre em contínua atividade externa, sempre mobilizando tudo ao seu redor. Marta, a irmã de Maria Madalena, é a terceira pessoa com qualidades mercuriais, também presente à ceia. Está sempre fazendo algo pelos outros, sempre na lida da casa. “Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas. Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada.” Lucas 10.41 Na Quarta Feira Santa, Cristo acolhe as forças mercuriais transformadas em paz interior e devoção e assim metamorfoseadas em capacidade de cura. 

Notas da Tia Lu; Fechem os olhos e estejam receptivos a receber e aceitar o amor, procure senti-lo pulsando e vibrando dentro do seu Ser...trabalhe com essa força superando qualquer tipo de mágoa, sem tentar mudar os fatos. 

Quinta-feira Santa:
-Dia de Júpiter – Sabedoria, Grandeza.

 ACONTECIMENTO - O Lava Pés e a Santa Ceia.
Antes da ceia, Cristo realiza o ato de amor humilde, singelo e cheio de sabedoria, que para sempre tocará o coração dos cristãos: o Lava Pés. Síntese de todos seus ensinamentos: ‘amai-vos uns aos outros’. Na ceia, quando oferece o pão e o vinho como novo ato sacramental, Cristo cessa a reminiscência do sacrifício do sangue fresco do animal puro, que era um ato externo que ligava a alma humana com o mundo espiritual de forma inconsciente, em êxtase. Quando Se coloca como o novo cordeiro na forma da comunhão com o pão e do vinho, Ele traz a interiorização do Eu na alma humana, até o nível do sacrifício da entrega, da aceitação do destino.

Notas da Tia Lu; É um momento de posicionar-se, sair de cima do mura, sair da dúvida...Exercitar a confinça em ti mesmo e assumir a divina essência do EU Sou. Mentalizar no dia de hoje "EU SOU" a Vida que flui através de toda manifestação".

 Sexta-feira Santa:
Dia de Vênus – Paixão, Amor Universal.

ACONTECIMENTO: O beijo de Judas e a negação de Pedro. A Crucificação.
Na madrugada de quinta para sexta, Cristo ao ser identificado pelo beijo de Judas, é arrastado e preso. Pedro ao ser perguntado se era um deles, nega. Acordando-se para si só ao terceiro cantar do galo. Judas ao perceber o que estava acontecendo, enforca-se numa figueira. Às 15h, depois de Cristo ser ironizado, flagelado, coroado com espinhos, carrega sua cruz sobre as costas e é crucificado na colina de Gólgota. ‘No Cristo torna-se vida, a morte.’ Jerusalém escurece repentinamente na hora da morte, depois de Seu sangue escorrer e penetrar a terra. O terremoto no fim da tarde após  a colocação do corpo no túmulo.

Notas da Tia Lu; Momento de entrega, nem sempre temos condição de mudar alguma situação...Entrego e confio!

Sábado de Aleluia:
-Dia de Saturno – Profundidade, Consciência, Tempo.

ACONTECIMENTO: A Terra recebe o corpo e o sangue do Cristo.
No local entre o Gólgota e o Sepulcro, existia outrora uma fenda primária na superfície terrestre. Os terremotos da sexta-feira reabrem esta fenda e a terra inteira se torna então o túmulo do Cristo. O espírito do Cristo penetra na Terra criando nela um novo centro luminoso. Estamos diante do ponto de partida de um Novo Sol em formação.

NOtas da Tia Lu; Momento de esperança e de meditação. Momento de refletir sobre a vida de Cristo, sobre cada dia desta semana até esse momento. E que com isso todos possamos reforçar a energia Cristica. A partir da semana da Paixão podemos reconhecer nos três anos de vida do Cristo toda uma grande Paixão. A Entrada em Jerusalém é uma oitava do Batismo no Jordão. A Idéia da Páscoa precisa passar da condição de morte para a condição da verdadeira vida, que deve germinar dentro de cada um de nós. 



DOMINGO DE PÁSCOA – DIA DO SOL

Ente nascido do cosmos
Oh, vulto luminoso!
Fortalecido pelo Sol no poder da Lua.
Tu és doado pelo ressoar criador de Marte
E a vibração de Mercúrio que move os membros.
Ilumina-te a sabedoria radiante de Júpiter
E a beleza de Vênus, portadora do amor.
E a interioridade espiritual de Saturno antiga dos mundos
Consagre-te à existência espacial
E ao desenvolvimento temporal.                                        
                                                          
                                                       Rudolf Steiner



Exercício de reflexão elaborado pela psicóloga Marisa Clausen Vieira pesquisando as seguintes fontes:

O Evangelho de João – Rudolf  Steiner – Editora Antroposófica
Os acontecimentos da Semana Santa – Emil Bock – Editora Nova Jornal)





Um comentário:

  1. Que linda mensagem Tia Lu.
    Suas postagens são sempre tão maravilhosas, nos enriquece de sabedoria e vontade de evoluir mais!!!
    Te amooo!!!

    Beijosss

    www.alexandraevangelista.blogspot.com

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