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"A alma que não se abate, que recebe indiferentemente tanto a tristeza como a alegria, vive na vida imortal."Fonte - Bhagavad-Gita

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Grupo de meditação











Bhagavad Gita


História


Reis são sempre preocupados com a continuidade de seus reinos através de seus filhos, príncipes herdeiros ao trono.


Haviam três irmão, Dhrtarastra, Pandu e Vidura. Dhrtarastra, o filho mais velho nasceu cego e não pode herdar o trono. Pandu que tinha a saúde fraca, foi então coroado rei, governou muito bem e expandiu o reino, Vidura não era herdeiro legitimo, pois, na verdade era filho de uma criada. Foi um homem sábio e bom tornando-se ministro e conselheiro.


Dhrtarastra era invejoso e nunca aceitou a coroação de seu irmão mais moço. Apesar de não demostrar claramente, odiava os filhos de seu irmão que eram um obstáculo para que seu próprio filho se tornasse rei.


Ele sentia que se seu filho se tornasse rei, isso de alguma maneira, repararia o sofrimento e a mágoa que sentiu quando foi preterido em nome de seu irmão Pandu.


Os filhos de Dhrtarastra em especial o mais velho, Duryodhana, herdaram a inveja, a competição e o ódio do Pai para com seus primos.


Os filhos de Pandu eram filhos de cinco devas. Yudhisthira, o primogênito, era filho do Deus do dharma, a justiça. Bhima, filho de vayu, o vento; extremamente forte. Arjuna, o maior herói de sua época, era filho de Indra e um grande arqueiro. Nakula e Sahadeva eram gêmeos, calmos e sábios eram filhos dos Asvins.


Os cinco irmãos eram muito unidos. Quando o pai morreu, foram com a mãe Kunti, para o palacio onde seriam criados pelo Tio Dhrtarastra.


Inquietou-se quando os sobrinhos retornaram ao palácio, depois da morte do pai e fingiu ser amoroso e dedicado.


Quando eles cresceram foi aconselhado a dividir o reino com os filhos de seu irmão. Ele concordou mas escolheu uma terra desértica e abandonada para lhes oferecer.


Os Pandavas tornaram  esse reino próspero, belo e rico. Krishna era o querido primo amigo e conselheiro.


Duryodhana convenceu o pai a convidar os primos para um jogo de dados, obrigando-os a jogar. Só que eram dados viciados os Pandavas perderam tudo que possuíam, sofreram abusos.


A pedido Duryodhana, jogaram mais uma vez:quem vencesse ficaria com os bens de ambos, quem perdesse iria para floresta por doze anos e , no décimo terceiro,ficaria em algum lugar evidente, mas disfarçado, se fosse reconhecido ,voltaria para a floresta por mais doze anos.


Os Pandavas perderam, foram para a floresta e retornaram após treze anos par receberem o que lhes pertencia. Duryodhana recusou-se a devolver e queria a guerra.


Assim não teve jeito ambos os lados se preparam para a guerra. Krishna foi abordado por ambos, Arjuna e Duryodhana e ele disse que teria duas coisas a oferecer, a si mesmo sem armas ou todo seu exército armado.


Os Pandavas desejaram que Krishna estivesse do lado deles. Duryodhana recebeu contente o exército e as armas de krishna.



Reflexão do Ultimo encontro - 14/4/2012


Arjuna sabe que a guerra é inevitável, que terão de lutar, ele e seus irmãos para o restabelecimento do dharma, da ordem. Ele está seguro em relação a isso, mas quando vê que todos os que estão reunidos no campo de batalha são seus parentes, amigos e conhecidos, incluindo o avô e o mestre na campo inimigo é tomado por grande emoção. Ele percebe o conflito no qual se encontra. Nenhuma de suas escolhas lhe trará a felicidade completa. Se lutar, ele fará o que deve ser feito por ele, como príncipe e guerreiro; se não lutar, estará abandonando seu papel. Vencer dará a ele e a seus irmãos o sucesso na terra; morrer lhe dará o céu, tendo morrido no cumprimento de seu dever. Porém para vencer, terão que matar os parentes e amigos.


Reflexão do próximo encontro - 19/5/2012


Arjuna entende, naquele momento o que significa o samsara, o ciclo contínuo da vida, com momentos de felicidade e infelicidade, que jamais produz a satisfação completa. Qualquer ganho sempre envolve uma perda, e a perda, um ganho. Arjuna entende que, através da ação, satisfazendo seus desejos de segurança e prazer, ainda que governada pelo dharma, jamais alcançará a satisfação. Continuamente haverá o desejo de ser feliz, de ser suficiente.


O desejo é um sintoma de que a pessoa não está completa. E não é exatamente um objeto que ela deseja, mas algo através do qual ela planeja ser diferente e feliz.  Isto porque já conclui que é infeliz do jeito que é, limitada e insuficiente.


O desejo, e consequentemente a ação para ser diferente, e só então feliz, é o impulso para a roda do samsara, da constante transformação na vida e a inevitável insatisfação, pois uma pessoa limitada somada a um número infinito de conquistas limitadas será sempre insuficiente e limitada e, portanto infeliz. Não serão acréscimos que o farão infeliz ou feliz! Talvez o façam sentir-se mais confortavél. Se é possível ser feliz e completo, não será através de um processo de transformação, mas através da descoberta do ser eterno e completo. Será possível dar um basta á busca sem fim de ser diferente, e , então , ser feliz?

Bhagavad Gita
Gloria Arieira


Caso vc queira se aprofundar!


Capitulo 3 - A essência do Bhagavad Gita / Paramahansa Yogananda


  • Arjuna simboliza o devoto - a pessoa que busca a salvação divina e a união com Deus. Krishna simboliza o próprio Deus, o Eu Divino em cada ser humano.
Capitulo 5 - A essência do Bhagavad Gita / Paramahansa Yogananda
  • Cada Pandava no Mahabharata representa um dos chakras espinais, Draupadi simboliza o poder da kundalini, em virtude de uma série de circunstâncias ( que não precisamos ser mencionadas aqui), torna-se esposa de todos os cinco irmãos Pandavas.
  • Arjuna, o "príncipe dos devotos" conforme o chama Krishna no Gita, reside no manipura chakra e representa o sólido auto controle.

Amor
Lu

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