domingo, 19 de outubro de 2014
Ervas
Cedro
Leva nossas preces ao criador, evoca bons espíritos, queima as energias negativas e invoca as positivas.
O cedro foi a árvore para rituais mágicos de limpeza praticados na Mesopotâmia. O aroma do cedro proporciona clareza mental, gera auto-confiança e fé durante fases difíceis da vida. Os egípcios e o povo da Mesopotâmia, usavam o cedro para ter sonhos detalhados que poderiam ser úteis para encontrar soluções difíceis.
O cedro é bom para acompanhar meditações e reflexões.
O espírito do cedro é considerado muito antigo e sábio por tribos do Pacífico Noroeste.
É da árvore da vida e é queimado para expulsar forças negativas.
Copal
Era usada ritualisticamente por séculos. Os pedaços cristalizados da resina copal são colocados no carvão de lenha ardente que produz um fumo grosso, doce. A resina do Copal é queimada em cerimônias de proteção, limpeza e de purificação. A resina é extraída de um pinheiro que cresce no México.
Segundo as antigas lendas dos Maias, o copal foi extraído da árvore da vida que o Deus da Terra, presenteou para a humanidade em forma do sangue vital. É muito procurada por diversas tribos indígenas da América Central, fazendo parte de todas as rituais xamânes. No México conhece-se pelo menos três tipos de copal legítimo.
Copal negro possui um aroma levemente seco e acre, enquanto o copal branco é comparável com a resina de olíbano, entretanto, é considerado menos
Junípero
Segundo Eugênio Carlos, para os nativos americanos, Junípero foi uma das plantas mais usadas para a queima de incensos.Eles usavam a ponta dos galhos. Junípero cria uma fragância quente e doce,ela fortalece,cura,acentua e limpa. Os nativos americanos ainda usam Junípero para dar boas vindas aos hóspedes e para dar suporte quando realizam algumas cerimônias ,usam também para limpar animais(cavalos) e carros.
É muito usado quando se fazem orações ou cânticos sagrados. Sua fragância expande a mente, cria e expande espaços internos e aclara. É considerada uma árvore sagrada muito poderosa,que pode recarregar as energias internas e externas dos lugares.Conhecida como "A árvore da vida",textos antigos falam que "onde quer que eu tenha a fragância do junípero,o Diabo não pode ser encontrado".
Lavanda
É nativa da europa, frequentemente utilizada para convidar os espíritos
O nome pode ser derivado do latim lavare = lavar ou lavandula = azulada.
Entre os egípcios, ela foi usada para mumificação.
Há uma lenda de que as roupas de Jesus cristo foram colocadas num arbusto de lavanda e adquiriu a fragrância. Alguns cristãos acreditam que usar perfume de lavanda é uma salvaguarda contra o mal.
Moa para acalmar relacionamentos
Mirra.
Esta resina ajudar a um manter um estado do alinhamento Também conecta um ao espírito da juventude. Para espiritualidade, magia , meditação, paz, proteção, purificação
Tem sido utilizadoa desde a antiguidade para inspirar oração e meditação e para fortalecer e revitalizar o espírito.
Tem uma qualidade misteriosa e sedutora. Auxilia na expansão da consciência, da realidade espiritual por traz do cotiano.
Acalma os medos e as incertezas com relação ao futuro. Amapilifica a força e coragem, aquece as emoções.
Olíbano - Frankincense
Juntamente com a Mirra, já foi considerado valioso como o ouro (Ouro, incenso e mirra). Usou-se para embalsamar os corpos dos faraós . Esta resina é usada para limpeza e para proteger a alma. Usado para suavizar depressão e promover clarividência.
Segundo Eugênio Carlos do Saber da Terra, queimar a resina de Olíbano invoca uma sensação de prazer e eleva nosso Espírito para um sentimento aconchegante e de prazer. Há séculos o Olíbano é queimado.
Ele nos faz lembrar a maravilhosa historia dos Três Reis magos trazendo presentes de Olíbano mirra e ouro para o bebê Jesus como reconhecimento de sua divindade!
Esses presentes trazidos pelos Reis magos eram incensos altamente valiosos por sua fragrância e efeito em nosso Espírito.A resina de Olíbano tem algo de especial ela fala de séculos de devoção, inspiração Espiritual beleza harmonia e fé.Nossa resina de Olíbano é de primeira qualidade que vem da Somália - África, com um aroma que reconhecemos o fundo de nossa alma.
Olíbano e Mirra formam um par bem harmonioso. Mirra representa os princípios da feminilidade, à resina de Olíbano de boa qualidade é atribuída as forças masculinas. A resina amarga e aromática da Mirra desenvolve, durante a queima, um aroma doce e balsâmico
Palo Santo (Pau-Santo)
Conhecido também como a madeira sagrada é um incense aromático de madeira natural usado por séculos pelos Incas como um remédio espiritual para purificação e limpeza e para proteção contra maus espíritos.
Segundo Camilo Anguita, a origem do o origem do Palo Santo é muito antiga. Era pelos Incas ems eus rituais e cerimõnias espirituais. Para que a madeira de palo santo tenha ótimas qualidadades a árvore deve estar morta há ao menos dez anos por causas naturais, tornando-o ecologicamente correto.
Está comprovado que se corta uma madeira do bosque, ela quase não tem aroma.
É usado frequentemente em cerimônias de Ayahuasca.
Pétalas de Rosa
Produz um forte, quente e aromático perfume. Excelente para meditação, adivinhação.
Aumentae a capacidade psíquica e conecta-se coms seres de outras dimensões, possibilitando a comunicação
Também são tradicionalmente ligadas ao amor, conferindo paz, estimulando apetites sexuais,para encontrar a beleza.
Salvia Branca
Para limpar maus sentimentos, más influências, para bloquear a entrada de maus espíritos nas .
Purifica os objetos cerimoniais. Eugenio Carlos acrescenta que os índios norte-americanos dizem que a fumaça da sálvia branca é para purificar o corpo, lugares e objetos pessoais. Por esta razão ela é muito sagrada para muitas tribos.
Algumas tribos colocam pedaços de sálvia branca na fogueira na convicção de que a planta purifique o próprio fogo.
Em algumas cerimônias dos índios Dakota, um galho de sálvia branca é colocado atrás da orelha para que os espíritos possam reconhece-lo.
Oferece a força, a sabedoria e a clareza da finalidade
Sweetgrass + Grama Doce
Vem está trançada como uma trança de cabelos.
É queimada geralmente encostando em brasas ou pedras quentes.
A grama doce traz os espíritos bons e nas influências boas.
Como com cedro, grama doce ardente leva preces até o criador .
Eugênio acrescenta que produz uma agradável fragância luminosa. Ela limpa a atmosfera e é usada para cerimônias de limpeza. Segundo os nativos americanos,os bons espíritos,(aqueles que nos ajudam),adoram o aroma da "grama doce".
Sweet grass,é usada para atrair energias positivas durante cerimônias de cura,para gerar uma conecção positiva entre aluno e professr,para limpar um espaço ou para visualizações. Tradicionalmente,os nativos americanos,usavam antes a sálvia,para limpar os espaços dos maus espíritos que causavam que causavam as doenças.
Ela é uma erva para alma, gera um clima agradável de limpeza, de relaxamento,ajudando a encontrar serenidade,luz e cura. Durante uma cerimônia,conecta as pessoas á volta do fogo com as energias positivas das plantas.
Representa a bondade e é queimada para permitir que os espíritos bons entrem.
Sagebrush
É considerada uma das plantas mais sagradas da Mãe terra para alguns nativos norte americanos.
É uma espécie de artemísia, é ideal para limpeza e purificação de quartos e espaços de casa e escritórios, criando uma aura protetora.
É queimada para expulsar; o mal, sentimentos e pensamentos negativos.
Para manter as entidades negativas afastadas. Alguns esfregam no corpo durante a tenda-do-suor.
O Sândalo
Usado há mais de 4.000 anos para cura, proteção e para elevação espiritual .
Os místicos antigos usavam para estimular e ativar os centros psíquicos e os ajudar na meditação, para acalmar os nervos, ativar a sexualidade.
Eugenio Carlos acrescenta que no passado, os indianos verificam que as pregas não atacavam a árvore do sândalo,por essa razão,é considerada a árvore da vitalidade. Na medicina Ayurveda,(a ciência da longevidade),o sândalo é usado para tratar problemas respiratórios,de visícula, rins, inflamações e problemas de pele. É usado também para dor de cabeça e tem uma forte substância antibactericida.
Sua fragância gera uma atmosfera calma.É usado quando se busca paz interior, equilíbrio, em momentos de reflexão, para pessoas com stress e com um estilo de vida muito movimentado. Dissolve a tensão e é um convite para que sua imaginação flua em uma maravilhosa e rejuvenecedora viagem.
Auxilia no conhecimento de encarnações passadas.
Traz coragem e confiança para enfrentar momentos de mudança rápidas
proporciona tranquilidade e alinhamento.
Sangue de Dragão (Damemenorops draco)
A Árvore do Dragão” cresce nas Ilhas Canárias. A Palmeira “Sangue de Dragão” encontra-se na Índia Oriental, Java e Borneo. Ambas as plantas exalam das frutas o chamado “Sangue do dragão”.
Quando a resina líquida é extraída através da corte da casca, exsuda um liquido vermelho, semelhante de sangue verdadeira. A resina queimada é empregada para receber a proteção dos Deuses, emitindo um aroma seco e de tempero.
Atua em misturas de defumação como agente de liga de óleos essenciais com resinas.
Profundo em sua ação emocional. Abre o coração e clareia o espírito.
Tabaco
Sem dúvida uma unanimidade em todas as práticas xamânicas, para purificação, limpeza, proteção, elevação, agradecimento aos espíritos da natureza, exorcismo, bênçãos, passes.
O tabaco é uma planta de grande ajuda. Utilizada para defumação ou no Cachimbo Sagrado, ele pode, trazer novos começos para quem quer que o esteja usando ou para quaisquer projetos ou lugares para o qual ele é queimado
Acredita - se que o Tabaco abre a porta entre a Terra e o Universo do Espírito é usada em muitas maneiras pelos povos nativos. Se lhe oferecerem tabaco ritualisticamente, aceite, pois esse ato é sagrado .
Para limpeza o tabaco não precisa ser fumado, pode ser colocado em conchas, turíbulos, etc
Yerba Santa (Eriodicyon californicum)
Esta planta de poder é empregada em muitas tribos indígenas para o fortalecimento e cura. As folhas secas foram usadas também como tabaco no cachimbo da paz.
O aroma da erva queimada assemelha-se de artemísia e resinas de pinheiros, com quais cria notas aromáticas muito harmoniosas. Seu aroma dá às misturas uma nota quente.
Ela ajuda nos estados de angústia e transmite força e poder.
A yerba santa limpa o ambiente e pessoas das energias negativas e restaura uma barreira de proteção ao nosso redor. As folhas podem ser colocadas em volta da cama de pessoas doentes para proteção e cura.
Devido a estas qualidades a hierba santa pode ser queimada como incenso sagrado para criar um ambiente de proteção paz e amor
O Sweetgrass,Cedro e Saliva Branca juntas, são consideradas pelos nativos americanos, como a mais completa purificação. As ervas são depositadas em uma concha (abalone), que representa o Elemento Água, onde pedimos purificação do corpo emocional. A própria erva representa o Elemento Terra onde pedimos purificação do corpo físico e dos caminhos para prosperar na matéria. O* Elemento Fogo* é representado por ele próprio no momento da queima, nas brasas, e purificamos nosso corpo espiritual . Uma pena de ave, ventila e espalha a fumaça, representando o Elemento Ar e purificando nosso corpo mental, nossos pensamentos.
Muitas pessoas falam aos espíritos da planta :
- Espírito do Cedro. Possa eu, ser limpo de pensamentos negativos e sentimentos.
- Possa meu coração ser puro novamente. Que eu consiga caminhar em equilíbrio e harmonia.
- Espírito da Saliva ! Limpe-me de raivas do......Pode-se pedir limpeza para medos, aborrecimentos, duvidas, preocupações, etc.
Algumas purificações são feitas com bastões de ervas, nas próprias brasas da fogueira cerimonial e em turíbulos, com resinas, pó de sândalo, tabaco e Pau-Santo. O Tabaco, além da purificação, é usado para dar agradecimentos. É oferecido às pessoas idosas na troca para o conselho e a informação. É oferecido também aos espíritos e guardiões
Muitas outras ervas são usadas ao redor do mundo para esse fim. O simbolismo da cerimônia com fumaça é a purificação do espaço e dos participantes, banindo todas as energias não desejadas. Uma boa pratica de purificação também envolve os instrumentos cerimoniais. Enquanto as ervas vão se iluminando o aroma perfumado alcança suas narinas. As nuvens de fumaça levantam com a pena . O Corpo fica coberto com a fumaça perfumada, respira-se profundamente, inalando os efeitos. Enquanto a fumaça abaixa em torno de seu corpo, afeta sua pele e sentidos. Você percebe ficar relaxado, limpo, abençoado mesmo. Sua vida interna é tocada; suas emoções e memórias agitam. Os pensamentos acalmam, inicia-se um relacionamento diferente com seus arredores e cria-se o ambiente propício para o trabalho espiritual.
A defumação na História
Por Eugênio Carlos
Ninguém sabe quando a humanidade começou a usar as plantas aromáticas. Estamos razoavelmente seguros de que os sentidos do homem antigo eram bem mais aguçados, e o sentido do olfato foi crucial para sua sobrevivência. Há evidência do período Neolítico de que ervas aromáticas eram usadas em culinária e medicina, e que ervas e flores eram enterradas com os mortos. A fumaça ou fumigação foram provavelmente um dos usos mais antigos das plantas, como parte de oferendas rituais aos deuses. Era provavelmente notado que a fumaça de várias plantas aromáticas tinha, entre outros, efeitos alucinógenos, estimulantes e calmantes. Gradualmente, um conjunto de conhecimentos sobre as plantas foi acumulado e passado a centenas de gerações de xamãs.
Os seres humanos tem uma ligação muito forte com as plantas. As plantas aromáticas têm sido honradas de um modo especial desde os tempos antigos. Eram utilizadas em rituais religiosos e mágicos, assim como nas artes curativas. Estas três práticas eram fundamentais para a existência humana (ainda hoje continuam sendo).
As grandes civilizações desaparecidas do Oriente Médio e do Mediterrâneo glorificavam os aromas, que faziam parte de suas vidas. Creio que conhecer um pouco da história dos aromas e da defumação mágica, é uma introdução adequada para sua prática.
Descendentes de Atlântida
Há 4000 anos, existia uma rota de comércio onde se cruzavam as culturas mais antigas do Mediterrâneo e da África. Através dela, acontecia o comércio e troca de diferentes mercadorias como por exemplo: ouro, olíbano, temperos e especiarias em geral; conseqüentemente, trocavam conhecimentos de suas diferentes culturas. E foi bem no meio desta rota que nasceu a maior civilização desta época: "O Egito".
A antiga civilização do Egito era devotada em direcionar os sentidos em direção ao Divino. O uso das fragrâncias era muito restrito. Inicialmente, sacerdotes e sacerdotisas eram as únicas pessoas que tinham acesso a estas preciosas substâncias. As fragrâncias dos óleos eram usadas em perfumes, na medicina e para uso estético, e ainda, para a consagração nos rituais. Eram queimados como incenso. Sobre as paredes das tumbas dos templos antigos perdidos no deserto, há um símbolo que aparece com freqüência que parece uma fumaça que sai dele mesmo. Isto confirma que no Egito se utilizava o incenso desde tempos antigos. Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram de terras distantes incenso, sândalo, mirra e canela. Esses tesouros aromáticos eram exigidos como tributo aos povos conquistados e se trocavam inclusive por ouro. Os faraós se orgulhavam em oferecer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas e perfumes de plantas, queimando milhares de caixas desses materiais preciosos. Muitos chegaram a gravar em pedras semelhantes façanhas.
Os materiais das plantas aromáticas eram entregues como tributos ao estado, e doados a templos especiais, onde se conservavam sobre altares como oferendas aos deuses e deusas. Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos. Queimava-se muito incenso nas cerimônias do templo, durante a coroação dos faraós e rituais religiosos. Queimava-se em enterros para extrair do corpo mumificado os espíritos negativos.
Sem dúvida o incenso egípcio mais famoso foi o Kyphi. O Kyphi se queimava durante as cerimônias religiosas para dormir, aliviar ansiedade e iluminar os sonhos.
Os Sumérios e os Babilônios
É difícil separar as práticas destas culturas distintas já que os Sumérios tiveram uma grande influência dos babilônios, e transcreveram muita da literatura dos seus antepassados para o idioma sumério. Sem engano sabemos que ambos os povos usavam o incenso. Os Sumérios ofereciam bagas de junípero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar.
Tudo indica que o junípero foi o incenso mais utilizado, eram usadas outras plantas também. Madeira de cedro, pinho, cipreste, mirto, cálamo e outras, eram oferecidas às divindades. O incenso de mirra, que não se conhecia na época dos Sumérios foi utilizados posteriormente pelos babilônios. Heródoto assegura que na Babilônia queimaram uma tonelada de incenso. Daquela época nos tem chegado numerosos rituais mágicos. O Baru era um sacerdote babilônio esperto na arte da adivinhação. Acendia-se incenso de madeira de cedro e acreditava-se que a direção que a fumaça levantava determinaria o futuro, se a fumaça movia-se para a direita o êxito era a resposta, se movia-se para a esquerda a resposta era o fracasso.
Os gregos e romanos
Estes povos acreditavam que as plantas aromáticas procediam dos deuses e deusas. O povo chegou a consumir tantos materiais aromáticos para perfumar-se que no ano de 565 foi decretada uma lei que proibia utilizar essenciais aromáticas pelas pessoas com temor de não ter suficiente incenso para queimar nos altares das divindades.
Nativos americanos
Os nativos americanos vivem em harmonia com a terra, reverenciam-na como geradora de vida. Os nativos americanos desde muito tempo tem conhecido o valor e poder de cura das plantas de poder, usadas em tendas de suor, dança do tambor etc. Queima se sálvia, cedro e resinas para limpeza de objetos de poder. É usada para a saúde e o bem estar de sua tribo.
Incenso do Templo
Desde épocas mais antigas, as substâncias aromáticas naturais de plantas tem um papel vital na vida diária dos povos. Estas ligações vitais entre povos e plantas perderam-se, e muitos de nós perdemos o toque com a terra e com nosso próprio estado de saúde.
De acordo com o Zohar, oferecer incenso é a parte a mais preciosa do serviço do templo para os olhos do grande deus. Ter a honra de conduzir este serviço, é permitido somente uma única vez na vida. Diz-se que quem teve o privilégio de oferecer o incenso está recompensado pela sorte com riqueza e prosperidade para sempre, neste mundo e no seguinte.
Continuando com Eugênio :
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda, bem como nos ambientes domésticos. Este ritual é praticado com o objetivo de purificar o ambiente (terreiro/residência), bem como o corpo do médium e da assistência (pessoas que irão participar da gira), retirando as energias negativas e preparando o local para que a gira possa ocorrer em harmonia.
Pode-se aproveitar o know-how pego pela Umbanda para fazer uma limpeza em sua própria casa. Para fazer uma defumação correta só precisa de carvão em brasa dentro de um turíbulo (incensório pequeno, geralmente feito de barro). Jogue as ervas secas dentro (ou na parte de cima, dependendo do modelo de incensório) e vá defumando toda a casa: se for para limpeza espiritual, defume sempre de dentro para fora; se for para atrair bons fluidos e dinheiro, defume de fora para dentro. Os resíduos da defumação podem ser jogados no rio, no lixo, no terreno baldio, em qualquer lugar bem longe da casa, na encruzilhada, etc. (isto vai variar com a bula da defumação). Várias pessoas também aconselham seguir a posição da lua. Ex: para quebrar feitiço e limpeza em geral, fazer na lua minguante. Nas luas nova, crescente ou cheia, fazer a defumação para prosperidade, amor, etc.
Existem dois tipos de defumação:
DEFUMAÇÃO DE DESCARREGO
Serve para afastar seres do baixo astral e dissipar larvas astrais que impregnam qualquer ambiente, tornando-o carregado e ocasionando perturbações nas pessoas que neles se encontram. Ervas utilizadas:
ARTEMíSIA VULGARIS : Esta erva pode utilizado para estimular energia psíquica e sonhos proféticos.Os lakotas acreditam que quando artemisia (Mugwort) é queimada faz com que os maus espíritos fogem
ALECRIM DO CAMPO: defesa dos males; tira inveja e olho gordo, protege de magias.
ARRUDA: descarrego e defesa dos males, proteção e remove o efeito de feitiços.
BELADONA: limpeza de ambientes
BENJOIM RESINA e CANELA: limpa o ambiente e destrói larvas astrais.
CARDO SANTO: defesa, quebra olho gordo.
CIPÓ CABOCLO: elimina todas as larvas astrais do ambiente.
FOLHA DE BAMBU: afasta vampiros astrais.
GUINÉ: atua como poderoso escudo mágico contra malefícios.
INCENSO: tanto a erva como a resina (pedra) são bons para limpeza em geral.
MIRRA: descarrego forte, afasta maus espíritos.
PALHA DE ALHO: afasta más vibrações.
Modo de usar: varra a casa ou local a ser defumado; acenda uma vela para seu anjo da guarda; depois, acenda um braseiro e coloque três tipos diferentes de ervas. Defume de dentro para fora, mantendo o pensamento firme de que está limpando sua casa, sua família e seu corpo.
DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Além de afastar alguns remanescentes astrais que por ventura tenham se mantido após a defumação de descarrego, esta defumação atrai para o ambiente correntes positivas das entidades que se encarregarão de abrir seus caminhos. Ervas usadas:
ABRE CAMINHO: abre o caminho atraindo bons fluidos dando força e liderança.
ALFAZEMA: atrativo feminino, deixa o lar mais suave, limpa, purifica e traz o entendimento.
ANIS ESTRELADO: atrativo; chama dinheiro.
COLÔNIA: atrai fluídos benéficos.
CRAVO DA ÍNDIA: atrativo; chama dinheiro e dá força à defumação.
EUCALIPTO: atrai a corrente de Oxossi.
LEVANTE: abre os caminhos do ambiente.
LOURO: abre caminho, chama dinheiro, prosperidade e dá energia ao ambiente.
MADRESSILVA: desenvolve a intuição e a criatividade; favorece também a prosperidade.
MANJERICÃO: chama dinheiro.
ROSA BRANCA: paz e harmonia.
SÂNDALO: atrativo do sexo oposto e também ajuda a conectar com a essência Divina.
Modo de usar: esta defumação deve ser feita da porta da rua para dentro do ambiente.
Na limpeza evite escolher ervas com funções diferentes, por exemplo: Levante, Louro e Cardo Santo, pois duas estão abrindo o caminho e a terceira (Cardo Santo) é para limpeza. Isso pode não combinar, por isso primeiro defume a casa fazendo somente a limpeza, de dentro para fora; depois, use as ervas para atrair coisas boas (de fora para dentro).
Quando for fazer defumação de café e açúcar, não faça com os 2 juntos; primeiro, defume de dentro para fora com o café, jogue as brasas e os resíduos bem longe; depois, defume de fora para dentro com o açúcar.
Quando for usar Incenso, Mirra e Benjoim, coloque uma quarta erva para limpeza.
Muitas pessoas não podem defumar a casa porque o marido, mulher ou vizinhos não gostam da defumação. Então, para uma defumação mais simples e funcional, faça-a com incensos, seguindo a orientação abaixo:
PARA LIMPEZA DE AMBIENTE COM INCENSOS
Encha um copo virgem (de vidro) de arroz cru, coloque 8 varetas de incenso, podendo ser de Arruda, Alecrim, Cânfora, Eucalipto, Madressilva ou Pimenta; passe este copo na casa inteira (começando de dentro para fora da porta de entrada) e quando chegar na porta de entrada, deixe-os queimando; no término, jogue todos os resíduos (arroz e o pó do incenso) na água corrente; o copo guarde para a próxima defumação.
Tabela de incensos:
Limpeza: Olibano, elemi, copal, cravo da índia, junípero, louro cedro, lavanda, alecrim, salvia branca, sangue de dragão, sweetgrass.
Coragem: Elemi, sangue de dragão, bálsamo do Peru, olibano, palusanto, louro, lavanda, cedro, pinho, junípero, salvia branca, tomilho.
Criatividade : Anis estrelado, copal, cravo da índia, mastic, elemi, breuzinho, olibano, capim limão, junípero.
Relaxar: Lavanda, sândalo, vetiver, sandarac, nardo.
Meditação & oração: Sândalo, mirra, olibano, mastic, copal, nardo, Ladano, sangue de dragão, damar, aloés madeira.
Sono: Sândalo, nardo, galbano, mirra, salvia branca, lavanda.
Sonhos: Aloés madeira, mastic, louro, lavanda.
Amor: Sândalo, aloés copal, beijoim, mirra, vetiver, cássia, nardo, rosa patchuli.
http://circulodaluanova.blogspot.com.br/2010/02/ervas-xamanicas.html
Namastê
Lu Perez
terça-feira, 14 de outubro de 2014
A GENUÍNA FELICIDADE
Os Elohim
Através de Vinícius Francis
14 Outubro 2014
A divindade é a felicidade, vivam-na e estarão sendo divinos.
Por que pode parecer tão difícil a vocês assumir vossa Eterna e presente Felicidade?
Vocês se esqueceram de que a Felicidade nem sequer necessita ser conquistada fora, ela é algo que “desceu” a essa Terra automaticamente convosco, está em vosso ser, é vocês e compõe vossa própria essência.
Se vocês são filhos do Eterno, do Divino, que na crosta chamam de Deus, então, deveriam reconhecer que como filhos deste Deus, têm em si mesmos Sua natureza e entre as coisas que a compõe, está a felicidade.
A Felicidade é algo que vocês não compreendem bem ainda e, por isso, vamos explicar do que se trata a verdadeira felicidade: Ser feliz é estar encaixado em si mesmo, nos propósitos de Seu espírito, é estar grato, alegre, satisfeito, convicto do Bem, saudável mental e emocionalmente.
É estar esperançoso do amanhã cada vez melhor - não, dizemos mais, não apenas esperançoso, mas certo, certo em si mesmo do Melhor que cada novo amanhã oferece.
É estar certo do nascer do Sol da Abundância, da luz e da prosperidade.
É estar tão dentro do fluxo do Universo que todos os seus pensamentos e desejos sobre o Bem,imediatamente, na condição não física, tornam-se reais e a partir deste ponto, o ser feliz vive avidamente na divina espera, na tranquila espera pelo Bem que ele criou e que aceleradamente está fluindo para ele.
Ser feliz é estar calmo, tranquilo, longe da ansiedade, pois a ansiedade compõe a jornada daqueles que não conseguem e não escolhem se entregar à Certeza do Bem, por isso afirmamos:Não há em lugar algum deste Universo, algo que seja mais certo do que o Bem.
E prosseguimos: Ser feliz é cantar a melodia suave e festiva da vida, é estar constantemente fixado nas coisas que inspiram os bons sentimentos, as boas emoções.
É estar conectado ao prazer, à satisfação e realização de seu próprio espírito de forma que não importe outra coisa a não ser sua própria satisfação e conexão consigo mesmo. Pois quando se está inteiramente integrado aos propósitos do próprio coração, então, se está conectado em Deus, pois Ele e Sua essência são as ondas que falam em vosso coração.
Ser feliz é mais do que estado, um simples estado, muito mais do que uma conquista, uma vitória, um êxito, um prêmio, um galardão e uma situação emocional.
Ser feliz é estar interagido com o fluxo da Vida que percorre o Universo, é assistir o desdobrar da vida física, sabendo, esperando e contando da forma mais positiva com o melhor.
É esperar com os olhos atentos e com o coração aberto pacificamente às experiências, novidades e surpresas que a Fonte sempre reserva e entrega aos que verdadeiramente são felizes.
Ser feliz é ver o mal e ainda assim não enxergá-lo.
É ver a iniquidade e não observá-la.
É ver o que chamam de maldade e não senti-la.
É enxergar somente o dedo de Deus movendo cada espírito sobre o seu próprio caminho, suas próprias escolhas e experiências de evolução.
É enxergar o Seio da Vida carregando, cuidando e levando a todos do modo que for melhor e mais permissivo a cada um.
E, acima de tudo, é saber que todas as situações vividas e “experienciadas” por cada ser tem a ver com o que ele cria, acredita e projeta com seu direito divino e irrevogável de escolha.
Cada dia, cada coisa e cada pessoa que cruza o caminho de um ser neste Universo sem fim têm a ver com aquilo que ele coloca para si em seu pacote de criações e nada mais. E a criatura feliz bem sabe de todas essas coisas e sente visceralmente cada uma dessas verdades.
Ser feliz é não combater a vida, antes, se abrir ao novo, se arriscar, tentar, seguir e caminhar numa trilha de novidades que sempre vão se mostrando ao longo da etapa física.
É não temer e sim confiar.
É não se segurar e sim, se permitir ir pelas pedras de um riacho, o riacho da alegria e da paz. É pular cada uma delas na mais profunda sensação de inteireza e com o único propósito, o prazer de viver.
Ser feliz é se lançar aos cuidados das forças Universais confiando que como a correnteza de um rio, elas sempre o levarão a um único destino, não importando a velocidade com que se desce sobre ela, não importando sua localização e não importando nada além de seu fluir e fluir constante.
Ser feliz é não enxergar os problemas e sim, as soluções e oportunidades de expansão.
É seguir o rumo de seu próprio Eu e crer absolutamente no que ele diz e caminhar com fé, sempre.
É saber que não há tramas, destino, forças ocultas planejando e operando pelo seu mal.
É confiar e sentir em tudo e em todos somente o Bem seguindo e se expandindo eternamente, da forma que convém a cada um permitir.
Somente isso, o Bem, apenas isso, o Bem, simplesmente isso, o Bem!
Isso é ser feliz, isso é a mais pura felicidade e garantimos, ela está agora mesmo, em cada um de vocês, vivam-na quando assim, decidirem!
Haja Luz!
Fonte: Os Filhos da Alva
Grata Vinícius!
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
FIQUEM CALMOS NA TEMPESTADE DO ECLIPSE DE OUTUBRO
Mensagem de Selácia
7 de Outubro de 2014
Um marinheiro em uma longa viagem, naturalmente daria atenção a um céu vermelho ameaçador, ao nascer do sol, sabendo que o mau tempo poderia estar se desenvolvendo. Estando longe da costa, ele saberia fazer uso do seu treinamento e de intuições para enfrentar com eficácia a tempestade.
Como o marinheiro, vocês estão em uma jornada muito longa – é a sua vida se revelando, enquanto vocês têm uma infinidade de experiências ao longo do tempo. Haverá tempestades, haverá momentos felizes e momentos em que se sentirão em um limbo, à espera de alguma coisa.
Com a consciência e habilidades aprimoradas, vocês podem aprender a dominar a navegação de todos os três tipos.
Algumas vezes, vocês podem estar em um ciclo inquietante de tempestades, que tem mais a ver com a energia, do que com o tempo. Estas tempestades de energia podem ser tão abrangentes, que elas irão afetá-los e a todos no planeta.
Na verdade, vocês experienciarão muitas destas durante estes anos de mudanças revolucionárias na Terra.
OS ECLIPSES DE 8 DE OUTUBRO E DE 23 DE OUTUBRO
Mudar a consciência global tão dramaticamente com tantas pessoas que vivem aqui, estabelece um tom subjacente, aparentemente inexorável, de incerteza e de angústia. Além deste fato, acrescenta-se a intensidade catalisada durante uma estação de eclipses como a de Outubro.
Neste mês, temos dois – um eclipse lunar da lua cheia em 8 de Outubro e um eclipse solar da lua nova em 23 de Outubro.
As energias de Outubro envolverão muito fogo e volatilidade.
Um pouco da intensidade que irão sentir se relaciona com o ciclo dos eclipses, sentido em todo o planeta como um fenômeno global. Se vocês forem uma destas pessoas que ficam mais sensíveis ou emotivas durante a lua cheia, ter um eclipse neste mesmo dia poderá ampliar estas respostas.
Ter um conhecimento antecipado destas energias, incluindo as datas de pico específicas em que elas ocorrem, poderá ajudá-los a estarem mais atentos, enquanto respondem às situações cotidianas.
Encontrem e retornem a uma sensação de calma, centrando-
se regularmente e pedindo uma visão mais elevada das situações. Usem todas as ferramentas que tenham – como o marinheiro em um mar agitado – e lembrem-se do seu bom senso.
Não se apeguem a datas, também. Qualquer evento de energia planetária significativa terá reverberações com antecedência e além da data de pico.
As energias podem se formar inúmeras semanas antes de um eclipse. É por isto que algumas pessoas estiveram se sentindo inquietas, agitadas, ansiosas pela próxima e nova coisa a se desdobrar, ou talvez, uma sensação iminente de ruína.
UM IMPULSO PARA A GRANDE MUDANÇA
Os Eclipses não são ruins, ou negativos. No entanto, eles são momentos no tempo em que forças energéticas nos impulsionam para mudar as coisas – muitas vezes de uma grande maneira!
Realmente, ele pode parecer um furacão que está se formando – estimulando os seus ímpetos internos para a transformação.
Desde que há muito em sua vida que, provavelmente, vocês irão querer mudar, por que não usar as energias destes dois eclipses como um estímulo benéfico para repensar como vocês vivem?
Observem, também, a sua identidade – atualizem-na para refletir quem vocês são agora e incluam qualidades que estão aprimorando, para que sejam pessoas ainda melhores.
Não permitam que o mundo os defina.
Permitam que a sua centelha interior divina os impulsione continuamente, para que sejam mais o seu eu verdadeiro e autêntico. Quando responderem conscientemente a este impulso, vocês poderão se tornar livres.
Por favor, respeite todos os créditos ao compartilhar
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Direitos Autorais 2014, por Selácia.
http://www.selacia.com/
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
Grata Regina!
Direitos Autorais 2014, por Selácia.
http://www.selacia.com/
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
Grata Regina!
Namastê
Lu Perez
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Primavera
Feliz esse novo céu que chega...
Feliz são as flores desabrochando...
Feliz para esse acordar mais fortalecido...
Hoje somos os raios do sol na abertura máxima de nossos corações, alinhando com o impulso especial deste equinócio.
Tenham a intenção de receber esse florescer, sintam e vejam essa desabrochar com os olhos da alma; se ficarem presos a razão lógica vão usar os olhos físicos e a luz o cegará, impedido de ver e vivênciar esse cerimonial conduzido pela mãe natureza.
A luz nova chega eletrizante em nosso Ser, nos elevando para uma consciência sublime, cheia de ação. Orientados pelo Ser subiram no topo mais alto onde só restará você e o nada; e a partir deste nada que nascerá o novo Eu em você.
A subida só será permitida se não estiveres preso a pessoas, situações, crenças, valores, trabalho, relacionamentos...
Vocês não precisam trabalhar arduamente, precisam simplesmente liberar, esse é o melhor meio de evoluir.
Seja amoroso consigo mesmo!
Que o cintilar da primavera chegue transformando o Ser de ontem para esta luz do agora.
Namastê
Lu Perez
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
A Harpa de Dez Cordas
Segundo um conhecimento ancestral, o ser humano é uma harpa com dez cordas, cada uma delas representando um nível do corpo. E elas precisam estar em afinação não só para que o indivíduo alcance equilíbrio físico, mental e espiritual mas também para que duas pessoas experimentem a comunhão em seu estágio mais elevado: o sagrado. O psicólogo e teólogo francês Jean-Yves Leloup reafirma essa teoria e explica como alcançar a comunhão nas diversas linguagens do corpo.
Segundo Leloup, os antigos falavam de um corpo plural, referindo-se a ele como uma harpa com dez cordas. Nessa visão, cada corda representa um nível corporal. "Para que haja harmonia, precisamos ajustar a tensão em cada corda", frisa o teólogo. "Se estiverem muito tensas, o som será demasiadamente agudo. Se estiverem frouxas, não haverá som." Para o especialista, a relação que temos com nosso corpo determina a relação que estabelecemos com o corpo do outro. E cada um dos dez corpos interage de forma distinta com os corpos dos parceiros. Veja como cada uma das cordas da harpa traduz um aspecto do corpo humano, segundo Jean-Yves Leloup.
1 - CORPO DE MEMÓRIA: é aquele moldado pelas características genéticas, herdadas não apenas dos pais e da família mas também de antepassados, e condicionadas às raízes raciais e culturais. "Esse corpo é habitado por todas as memórias passadas de geração em geração", explica Leloup. "Algumas pessoas sentem falta desse corpo, pois desconhecem suas raízes. Para outras, essa memória é excessiva, uma herança pesada demais que carregam vida afora. Por isso, é fundamental avaliar como nos relacionamos com as memórias que nos habitam. Pois, quando encontra outro, nosso corpo se depara com a linhagem presente nele. E, por vezes, essas duas linhagens sentem dificuldade em se entender e se entrosar pelo excesso do peso do passado."
2 - CORPO DO APETITE: para o padre Leloup, somos feitos do que comemos. "Nosso melhor médico é o que está no prato", diz. Mas às vezes, segundo ele, nos falta o apetite - não apenas pelo alimento mas pela própria vida. "Dessa falta de gosto é que surge o desgosto pelo mundo, pela matéria, trazendo como conseqüência algumas patologias, por exemplo, a anorexia e a bulimia", afirma Leloup. Para ele, a comunhão entre as duas pessoas se estabelece igualmente por meio dos corpos de apetite, o compartilhar do alimento e do prazer em viver. "Às vezes, nossos apetites não combinam, não temos os mesmos gostos, e isso é uma fonte de sofrimento. Mas, quando há um acordo entre nossos apetites pelo alimento e pela vida, se estabelecem os momentos sagrados de comunhão", explica.
3 - CORPO DO DESEJO: esse nível, de acordo com Leloup, guarda a mais pura essência do ser. "Para a realização pessoal, temos que viver de forma coerente com nossos desejos, e não com os de nossos pais ou sociedade. A maior busca do ser humano é saber o que deseja realmente: todo o trabalho da psicanálise está em sintonizar o ser humano com sua essência mais verdadeira", frisa o teólogo. Para que haja a verdadeira comunhão entre duas pessoas, os corpos de desejo têm que se harmonizar. "Há que se ouvir o desejo do outro. Podemos alimentar um leão com as verduras mais frescas ou um coelho com deliciosas carnes, mas no fim ambos morrerão de fome. Podemos dar a outra pessoa o que é para nós o mais precioso, mas ela não recebe nada e morre de inanição. Porque seu desejo, sua verdadeira natureza, não tem a ver com o que damos a ela", diz Leloup
4 - CORPO DE PULSÃO: esse nível abarca a libido, vista não apenas como o instinto sexual mas como a energia ativa e criadora que move o ser humano. "Alguns sentem falta dessa energia, enquanto outros a têm em excesso e se deixam levar por impulsos", diz Leloup. O desafio é usar de forma positiva essa força instintiva, primordial, que habita cada um de nós. "No relacionamento, precisamos estar sempre atentos a nosso corpo de pulsão e também ao do parceiro. Quando essas energias entram em acordo, há um encontro sagrado", define.
5 - CORPO EMOCIONAL: há um nível conformado pelas emoções. "Elas dão cor à existência. E nosso corpo encontra em outro corpo também uma gama de emoções. É importante poder rir ou mesmo chorar juntos e experimentar a união em nível emocional", ressalta o teólogo francês. "Às vezes, podemos ser muito inteligentes, porém incapazes de comunicar nossas emoções", continua. Segundo Leloup, em uma empresa, família ou comunidade, às vezes são os corpos emocionais que não estão em acordo, comprometendo a troca e a expressão.
6 - CORPO DO PENSAMENTO: segundo Jean-Yves Leloup, memórias de todas as nossasvivências e experiências habitam o corpo e essa carga, quando excessiva, impede a expressão mais espontânea e transparente do ser. "Muitas vezes, nosso corpo fica extremamente pesado sob todas as falas e pensamentos não expressos", ressalta o especialista. É preciso prestar atenção e saber até que ponto o que fica por dizer pode atrapalhar a comunhão entre dois seres. E também não há por que temer manifestar as diferenças de opinião. "Pensamos de maneira diferente para que possamos crescer", salienta Leloup.
7 - CORPO DO CORAÇÃO: às vezes, a principal dificuldade nos relacionamentos reside na dificuldade de expressão no nível desse corpo. "A pessoa gostaria de amar, mas sente como se essa energia, essa presença, a tivesse abandonado. E isso pode ser a causa de um imenso sofrimento. Então, enxerga o mundo, aos outros ou a si mesma de um modo seco, frio, sem coração", explica Jean-Yves Leloup. Abrir o coração ao outro é uma forma de suprema entrega, segundo o padre. E essa experiência pode até mesmo transcender o encontro entre dois seres. "São Francisco de Assis expressou em seu corpo de coração a compaixão por toda a humanidade", diz o teólogo.
8 - CORPO DOS SONHOS: é aquele que nos visita a cada noite, segundo o especialista. "É importante conhecer nossos sonhos, pois eles revelam em nós a presença de arquétipos, as imagens do inconsciente comuns a toda a humanidade. Por isso, devemos nos perguntar quais são essas grandes imagens que moram dentro de nós, pois elas podem dirigir e iluminar nossa vida. Novamente, trata-se de trazer harmonia para essa corda da harpa. Quando meu corpo encontra outro corpo, fundem-se esses universos de imagens. É importante conhecer que sonhos habitam o outro, que arquétipos o animam, para que haja o encontro sagrado."
9 - CORPO DE LOUVOR: nesse espaço dentro de nós, celebramos a alegria em seu nível mais profundo, que é a simples satisfação por estar vivo. Quaisquer que sejam as dores que possamos estar experimentando, há de existir essa fagulha que nos anima. "Quando encontramos outro corpo, é importante poder comungar nessa celebração da vida. Que pode ser compartilhar uma boa refeição ou talvez rezar juntos, aproximados nesse corpo de louvor", afirma Leloup.
10 - CORPO DE SILÊNCIO: em cada um de nós, há um campo feito de puro silêncio que é às vezes justamente algo que nos falta. "Somos preenchidos por ruídos, pensamentos, memórias, emoções", explica Leloup. "Não se pode esquecer da presença do ser silencioso que habita nosso corpo. E há algo de muito belo quando nosso corpo encontra o corpo de silêncio do outro. Simplesmente estar calado ao lado de alguém. Não se trata do silêncio negativo, quando faltam as palavras ou há algo que não é dito. Mas o silêncio que representa um abraço de união, compartilhamento, paz", finaliza
O corpo e a espiritualidade segundo Jean-Yves
Mais eficiente que a memória do computador, seu corpo registra tudo que aconteceu com você desde a infância até agora. O psicólogo e teólogo francês Jean-Yves Leloup relaciona símbolos arcaicos com várias partes do corpo e esclarece as causas físicas, emocionais e espirituais das boas sensações e de algumas doenças.
Uma página branca. É assim o corpo novinho em folha do recém-nascido. Desde o instante do nascimento e a cada fase da vida, a pele, os músculos, os ossos e os gestos registram dados muito precisos que contam nossa história. “O homem é seu próprio livro de estudo, basta ir virando as páginas para encontrar o autor”, diz Jean-Yves Leloup, teólogo, filósofo e terapeuta francês.
É possível escutar o corpo e conhecer sua linguagem, que muitas vezes se expressa por sensações prazerosas, por bloqueios ou pela dor, que nada mais é do que um grito para pedir atenção. “O corpo não mente. As doenças ou o prazer que animam algumas de suas partes têm significados profundos”, revela Leloup no livro O Corpo e Seus Símbolos (ed. Vozes).
Ele nos convida a responder algumas questões sobre pés, tornozelos, ventre, genitais, coração, pulmões e muitas outras partes. Elas podem ser nosso guia em uma viagem de autoconhecimento que toca em aspectos físicos, emocionais e espirituais: “Primeiro, podemos notar qual é nosso ponto fraco, o lugar de nosso corpo em que vêm se alojar, regularmente, a doença e o sofrimento. Há a escuta psicológica pela qual podemos prestar atenção no medo ou na atração que vivemos em relação a algumas partes do corpo. E há ainda a escuta espiritual. O espírito está presente em nosso corpo, e certas doenças e algumas crises são manifestações do espírito, que quer trilhar um caminho, que quer crescer, que quer desenvolver-se em membros que lhe resistem”, diz ele. E continua: “Algumas depressões estão ligadas a fatores emocionais, a um rompimento, uma perda, uma falência. Mas há também depressões iniciáticas, em que a vida nos ensina, por meio de uma queda, um acidente, que devemos mudar nosso modo de viver”.
Descubra a seguir quais são os símbolos associados por Jean-Yves Leloup a cada parte do corpo e responda às questões, que facilitam a reflexão e o reconhecimento do que está impresso em você. Boa viagem!
Pés, as nossas raízes
“Será que experimentamos prazer em estar sobre a terra? Podemos imaginar o corpo como um árvore. Se a seiva está viva em nós, ela desce às raízes e sobe até os mais altos galhos. É de nosso enraizamento na matéria que depende nossa subida à luz. É da saúde de nossos pés que vem o enraizamento”, explica Leloup, no livro o Corpo e Seus Símbolos, que serviu de base para esta reportagem.
Ele lembra que em diferentes práticas de ioga há a purificação dos pés, que são mergulhados na água salgada. “Pelos pés podem escorrer nossas fadigas e tensões.”
“A palavra pé, podos, em grego, relaciona-se à palavra paidos, que quer dizer criança. Cuidar dos pés de alguém é cuidar da criança que o habita. Perguntei a um sábio: ‘O que posso fazer para ajudar alguém?’ Ele respondeu: ‘Lembre-se de que essa pessoa foi uma criança, que ainda é uma criança. E que tem dor nos pés.’”
Preste atenção: verifique se seus pés são seu ponto fraco. Como você se apóia sobre eles? Em seguida, toque-os, sentindo ossos, músculos e partes mais ou menos sensíveis. Quais são suas raízes familiares? Quais as expectativas de seus pais em relação a você? Qual seu sentimento em relação a filhos?
Tornozelos, a possibilidade de ir em frente
Termômetro da rigidez ou da flexibilidade com que levamos a vida, os tornozelos têm relação direta com o momento do nascimento. “Por que esse é também um momento de articulação entre a vida dentro e fora do útero. Alguns de nós conheceram dificuldades e viveram até traumas nesse elo que une a vida fetal com o mundo exterior. O corpo guardou essa memória e a expressa na fragilidade dos tornozelos”, diz o filósofo.
Segundo Leloup, os tornozelos simbolizam também o refinamento da vida, as relações íntimas e a articulação do material com o espiritual. As pessoas em que o tornozelo é o ponto fraco têm dificuldade de avançar nos vários aspectos da vida. Dar um passo a mais é ir além de nossos limites e também saber aceitar o que se é, seja isso agradável ou não. “Essa é a condição para ir mais longe”, finaliza ele.
Preste atenção: você costuma ter dor nos tornozelos? Essa região é rígida ou flexível? Sofreu entorses? Em que momentos de sua vida eles ocorreram? É difícil avançar em direção ao que você quer? Qual é o passo que você precisa dar e o passo ao qual resiste?
Joelhos, o apoio para dar e receber colo
A flexibilidade é uma das qualidades importantes para que os joelhos sejam saudáveis. “Quando eles são rígidos, é provável que surjam problemas na coluna vertebral e nos rins”, lembra Leloup, que nos revela o significado mais profundo dessa parte do corpo. “Em algumas línguas, estranhamente há uma ligação entre a palavra filho e a palavra joelho. Em francês, por exemplo, genou, joelho, tem a mesma raiz da palavra générer, gerar. Em hebraico, joelho é berekh, e também bar e bèn, que significa filho. (...) Assim, ser filho, ser filha é estar no colo, envolvido por esse gesto, que é o elo entre os joelhos e o peito. (...) Temos necessidade de dar e receber essa confirmação afetiva. E manter alguém no colo, sobre os joelhos serve para manter o coração aberto”, finaliza.
Preste atenção: observe como são seus joelhos. Eles são flexíveis, rígidos, doloridos? É bom tocá-los ou não? Quem o pegou no colo quando você era criança? Esse gesto de intimidade é familiar para você? Qual a sensação? E você, para quem dá colo (seja fisicamente, seja como símbolo de acolhimento)?
Genitais, a energia de vida
Nesse extenso capítulo do livro O Corpo e Seus Símbolos, o teólogo Jean-Yves Leloup fala dos tipos de amor e prazer, dos traumas e das sensações vividos na infância que marcam para sempre nossa sexualidade. Ele ressalta que o encontro de dois corpos pode ser mais que físico. “A representação mais primitiva de Deus foi encontrada na Índia e são o lingan e a ioni, o símbolo fálico masculino e o genital feminino. Assim a representação do sexo foi a primeira feita pelo homem para evocar Deus – porque o sexo é onde se transmite a vida. Dessa maneira, passa a ser o local da aliança, algo de muito sagrado”, considera Jean-Yves Leloup. “Portanto, a sexualidade não é somente libido. Essa libido pode tornar-se paixão, passar através do coração e transformar-se em compaixão. É sempre a mesma energia vital, que muda e se transforma de acordo com o nível de consciência no qual nos encontramos.”
Preste atenção: quais são suas dores ou doenças relacionadas aos órgãos genitais? Você sofre desses males? Qual a sensação diante dos seus genitais (vergonha, repulsa, prazer)? Qual sua postura em relação à sexualidade (à sua própria e ao sexo no contexto cultural)?
Ventre, o centro processador de emoções
Estômago, intestinos, fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas, rins são os órgãos vitais abrigados em nosso ventre. Eles são responsáveis pela transformação do alimento em energia, pela absorção de nutrientes e pela eliminação de toxinas.
Emoções como raiva, medo, prazer e alegria acertam em cheio essa região e também precisam ser digeridas. Leloup aponta que “o perdão tem uma virtude curativa porque podemos tomar toda espécie de medicamento, sermos acompanhados psicologicamente, mas há, por vezes, rancores que atulham nosso ventre, nosso estômago, nosso fígado”. Ele destaca que todas as partes do corpo lembram a importância de respeitar o tempo de digestão e assimilação de tudo que nos acontece de ruim e também de bom.
Preste atenção: como é sua digestão? Quando você tem uma forte emoção, sente frio na barriga ou alguma reação na região? Quais foram os fatos difíceis de ser digeridos em sua vida? O que há por perdoar?
Coração e pulmões, o pulso vital
Esses dois órgãos estão intimamente ligados a nossa respiração. “O coração é um dos símbolos do centro vital, ele é o centro da relação. (...) E é importante observar como nossa vida afetiva influencia nossa respiração. (...) Às vezes, nos sentimos sufocar porque não correspondemos à imagem que os outros têm de nós, e isso também impede que o coração bata tranqüilamente. Para alguns, querer ser normal a qualquer preço, querer agir como todo mundo, pode ser fonte de doenças”, assinala o psicólogo Jean-Yves Leloup.
Agir de acordo com suas vontades mais genuinas e aceitar o que se é, mesmo que isso não combine com o grupo, pode ser uma das formas de se libertar e sair do sufoco.
Preste atenção: você já teve períodos prolongados de angústia ou tristeza? O que liberta sua respiração e o que o sufoca? Você se preocupa muito com a imagem que as pessoas têm de você? Já parou para ouvir as batidas de seu coração e o das pessoas a quem você ama? O que deixou seu coração partido? O que o fez bater feliz?
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