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"A alma que não se abate, que recebe indiferentemente tanto a tristeza como a alegria, vive na vida imortal."Fonte - Bhagavad-Gita
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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Olhar


Na prática desta semana trabalhamos o nosso olhar, o olhar para nós mesmos durante toda aula.

 

Drishti que quer dizer  literalmente olhar, são técnicas de fixação ocular. Possuem efeitos de saúde e vitalidade nos músculos e nervos óticos e no sistema nervoso central, auxiliando no processo de estabilização da mente. 

 

São muito úteis contra depressão e ansiedade e melhoram a memória e a concentração. No plano sutil, estimulam o ájña chakra e promovem a clarividência, ampliando a visão do Todo. 

 

drishti é uma técnica de fixação do olhar; já o trátaka é a concentração num objeto exterior, e está relacionado apenas com a percepção visual; enquanto o ekágratá é um processo que compreende a participação da consciência, que se concentra em um só ponto.


Os exercícios de fixação ocular mais importantes são naságra, a fixação na ponta do nariz; bhrúmadhya, concentração no intercílio; e bhúcharí drishti, fixação ocular no vazio. 


Também podemos ver outros como;

 Agni drishti, firmar o olhar no fogo, que pode ser uma fogueira ou a chama de uma vela; 

Tára ou táraka drishti, fixação da visão na imagem de uma estrela; 

Chandra drishti, estabilização do olhar na Lua; 

Súrya drishti, fixação no Sol na hora do alvorecer ou no ocaso; 

Shakta ou shaktí drishti, fixação nos olhos do parceiro ou parceira tântrica; Guru drishti, concentração na imagem do guru.


Praticar o olhar em um ponto, nos coloca em reflexões importantes;

O que eu olho eu realmente vejo?

Como eu me vejo?

Como o Mundo me vê?


Que possamos mudar a ótica de ver a vida, olhar com olhos de primeira vez, precisamos nos dar a oportunidade de se espantar, de estranhar, observar algo até que não exista nada.

Se todos os dias olharmos para o amigo,  pais, parceiro com olhar de primeira vez, veremos sempre algo novo e a relação será uma oportunidade de troca única. Assim, também serve para a vida olhemos para a mesma vida com um novo olhar e verás coisas incríveis que o dia a dia lhe impediu de ver.


Boa Prática

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Prática em casa - Guerreiro


Virabhadrasana I

Prestar atenção em;
1) Perna a frente ângulo de 90 graus, ou seja manter o fêmur  paralelo ao solo. Restrição para aqueles que tem problema no joelho subir um pouco o quadril  e manter o fêmur mais na diagonal em relação ao solo. Ponta do coxis para abaixo, abdômen para dentro, ombros relaxado.

O Virabhadrasana I é o guerreiro que está aberto e disponível, com seu coração entregue a si mesmo e ao outro. Que sonha com o outro porque sonhar junto é caminhar na verdade.

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Virabhadrasana II

Prestar atenção em:
1) Posição do pé esquerdo da tela, tem que estar alinhado com o matt paralelo ao solo, arco do pé para cima, quadris alinhados d
com o joelho direito da tela, abdômen contraído, peito aberto, braços na linha dos ombros.

O Virabhadrasana II é o guerreiro que está pronto para seguir adiante, que consegue olhar para frente sem se preocupar com o que vem, pois sabe que tudo na vida é um sonho. Consegue enfrentar cada batalha sem medo, se livrando de crenças, fazendo de seus atos um presente a todos.


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Virabhadrasana III

Pestar Atenção em:
Não tensionar os dedos do pé de base, deixar o joelho semi flexionado, quadril encaixado, flex no pé que esta para cima, quadril alinha com os ombros, e pulsos, com os ombros também.

O Virabhadrasana III é o guerreiro destemido, que não tem medo de arriscar, que não se distrai, não entra em discussões, nas desperdiça sua energia, não fica estagnado e está sempre pronto para realizar grandes transformações.


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Espero que vocês tenham gostado, uma ótima prática.
Lu Perez




domingo, 5 de novembro de 2017

Jñana Yoga


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Jñana-yoga é a yoga do conhecimento — não o conhecimento no sentido intelectual — mas o conhecimento de Brahman e do Atman e a realização de sua unidade. Enquanto o devoto que pratica o caminho do bhakti-yoga segue os apelos de seu coração, o jñani usa os poderes da mente para discriminar entre o real e o irreal, o permanente e o transitório.

Os jñanis, seguidores da vedanta não-dualista ou advaita vedanta, podem também ser chamados de monistas, pois afirmam a realidade única de Brahman. Certamente todos os seguidores da vedanta são monistas: todos os vedantistas afirmam a realidade única de Brahman. 

A diferença aqui reside na prática espiritual: enquanto todos os vedantistas são filosoficamente monistas, na prática, aqueles que são devotos de Deus preferem pensar em Deus distintos de si mesmos a fim de desfrutar da doçura de uma relação. 

Os jñanis, por outro lado, sabem que toda dualidade é ignorância. Não é necessário buscar a divindade fora de nós: nós mesmos já somos divinos.

O que nos impede de conhecer nossa verdadeira natureza e a natureza do mundo em nossa volta? O véu de maya. A jñana-yoga é o processo de desvelar completamente esse véu, rasgando-o por uma dupla abordagem.

A primeira parte da abordagem é negativa, o processo de neti, neti – isso não, isso não. Tudo o que irreal – isto é, impermanente, imperfeito, sujeito a mudança – é rejeitado. A segunda parte é positiva: tudo o que é entendido como perfeito, eterno, imutável – é aceito como real no sentido mais elevado.

Estaremos dizendo que o universo que percebemos é irreal? Sim e não. No sentido absoluto, é irreal. O universo e nossa percepção dele têm apenas uma realidade condicional, não definitiva. Voltando à nossa referência anterior à corda e à cobra: a corda, isto é, Brahman, é percebida como uma cobra, isto é, o universo tal como o percebemos. Enquanto estamos vendo a cobra, ela tem uma realidade condicional. Nossos corações palpitam em reação à nossa percepção. Quando vemos a “cobra” pelo que ela é, rimos de nossa ilusão.

Da mesma forma, tudo o que apreendemos por nossos sentidos, nossas mentes, nossos intelectos, é inerentemente limitado pela própria natureza de nossos corpos e mentes. Brahman é infinito; não pode ser limitado. Portanto, este universo de mudanças – de espaço, tempo e causação – não pode ser o infinito e onipresente Brahman. 

Nossas mentes estão restringidas por todas as condições possíveis; seja o que for que a mente e o intelecto apreendem não pode ser a infinita plenitude de Brahman. Brahman deve estar além do que a mente normal pode compreender; conforme declaram os Upanishads, Brahman está “além do alcance da fala e da mente”.

Ainda assim, o que percebemos não pode ser diferente de Brahman. Brahman é infinito, onipresente e eterno. Não pode haver dois infinitos; o que vemos a todo momento só pode ser Brahman; qualquer limitação vem somente de nossa percepção equivocada. Os jñanis vigorosamente removem essa percepção equivocada pelo processo negativo do discernimento entre o real e o irreal e pela abordagem positiva da Auto-afirmação.

Na auto-afirmação, continuamente afirmamos o que é real em nós mesmos: não somos limitados a um pequeno corpo físico; não somos limitados por nossas mentes individuais. Somos Espírito. Nunca nascemos; nunca morreremos. Somos puros, perfeitos, eternos e livres. Essa é a grande verdade a respeito de nosso ser.

A filosofia subjacente à Auto-afirmação é simples: você se torna o que você pensa. Temos nos programado por milhares de vidas para pensar que somos limitados, insignificantes, fracos e impotentes. Que mentira horrível e medonha é essa e quão incrivelmente autodestrutiva! É o pior veneno que podemos ingerir. Se pensamos que somos fracos, agiremos de acordo. Se pensamos que somos impotentes pecadores, sem dúvida agiremos de acordo. Se pensamos que somos Espírito – puros, perfeitos, livres – também agiremos de acordo.

Da mesma maneira que por inúmeras vezes martelamos os pensamentos errados em nossas mentes e criamos as impressões erradas, devemos reverter o processo martelando em nossos cérebros os pensamentos certos – pensamentos de pureza, pensamentos de força, pensamentos de verdade. Como declara o Ashtavakra Samhita, um texto advaita clássico: “Sou sem mácula, tranquilo, pura consciência, e além da natureza. Todo esse tempo fui enganado por ilusões.”

A jñana-yoga faz uso de nossos consideráveis poderes mentais para por fim ao processo de engano, para saber que somos já agora – e sempre fomos – livres, perfeitos, infinitos e imortais. Ao realizar isso, reconheceremos também nos outros a mesma divindade, a mesma pureza e perfeição. Não mais confinados às dolorosas limitações do “eu” e “meu”, veremos o único Brahman em todos os lugares e em todas as coisas. ( site Vedanta)

Namastê Lu Perez

Raja Yoga


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Raja-yoga é o caminho real da meditação. Assim como um rei controla o seu reino, podemos nós também manter controle sobre o nosso “reino” – o vasto território da mente. 

Na raja-yoga, usamos nossos poderes mentais para realizar e conhecer o Atman, por meio de um processo de controle psicológico.
A premissa básica da raja-yoga é que a nossa percepção direta do Ser está obscurecida pelas perturbações mentais. Se a mente puder ser mantida em estado calmo e puro, o Ser brilhará automaticamente, instantaneamente. Como diz o Bhagavad Gita:
Quando, por meio da prática da yoga,
A mente cessar os seus movimentos inquietos
E tornar-se calma
O aspirante espiritual realizará o Atman.

Se pudermos imaginar um lago açoitado pelas ondas, contaminado pela poluição, tornado lamacento pelos turistas e turbulento pelos barcos, poderemos entender qual é o estado usual da mente, na maioria das pessoas.

Se alguém tiver dúvida disso, que essa alma intrépida sente-se calmamente por alguns minutos e pense sobre o Atman. O que acontecerá? Milhares de pensamentos diferentes nos atacam, todos eles levando a mente para baixo. 

A mosca que voa nas redondezas torna-se repentinamente muito importante. Talvez surja o pensamento sobre o jantar. Não nos lembramos onde deixamos as chaves. A discussão fervorosa que tivemos ontem torna-se ainda mais poderosa; assim é o repertório que compusemos durante a nossa “meditação”. 

No mesmo momento em que deixamos um pensamento, outro pula sobre nós com a mesma força. Se não fosse tão trágico, seria até engraçado.

Na maior parte do tempo, não estamos conscientes dos movimentos mentais erráticos, pois estamos habituados a “soltar as rédeas” de nossa mente: nunca nos preocupamos em observá-la, muito menos em controlá-la. 

Da mesma maneira que pais indisciplinados criam filhos cuja companhia todos evitam; da mesma forma, nossa falta de disciplina mental criou uma mente turbulenta, má-comportada e que nos traz dificuldades sem fim. 

Sem a disciplina psicológica, a mente torna-se igual a um macaco selvagem. E todos nós, é triste afirmar, já sofremos na vida muita agonia mental por causa disso.

Enquanto podemos ter nos acostumado a viver com uma mente descontrolada, nunca devemos assumir que esse estado é aceitável, nem inevitável. A Vedanta diz que podemos controlar a mente, e que, pela prática constante, podemos torná-la nossa serva em vez de sermos suas vítimas.

Agora, ao invés do lago poluído que imaginamos anteriormente, pense em um lago bonito e límpido. Nenhuma onda, nem poluição, nem turistas, nem barcos. Ele está transparente como um vidro: calmo, quieto, tranquilo. Olhando para o fundo, através das águas cristalinas, podemos ver claramente o fundo do lago. 

O fundo do lago, metaforicamente falando, é o Atman que reside no fundo dos nossos corações. Quando a mente torna-se pura e calma, o Ser não permanece escondido de nossa vista. E a Vedanta diz que essa mente pode ser sua.

Mas como? Citemos novamente do Bhagavad Gita:
Pacientemente, pouco a pouco, os aspirantes espirituais devem se libertar de todas as distrações mentais, com a ajuda da vontade inteligente. Devem fixar suas mentes no Atman e não pensar em mais nada. Não importa por onde anda a mente inquieta, ela deve ser trazida de volta e submetida somente ao Atman.

A mente pode ser purificada e tranquilizada por meio da prática repetida de meditação, e da prática das virtudes morais.

Deixando de lado a sabedoria popular, é impossível praticar meditação sem praticar virtudes morais, lado a lado. Tentar de outra forma será tão efetivo quanto navegar no oceano com um barco de casco furado.

Para realizar essa tarefa hercúlea de conhecer o Atman, todas as áreas mentais devem ser totalmente engajadas. Não podemos compartimentar nossas vidas e assumir que podemos ter ambos: uma área “secular” (na qual podemos viver como desejamos), e uma área “espiritual”. Assim como não podemos cruzar o oceano com o barco de casco furado, não podemos cruzar o mesmo oceano com as duas pernas em dois barcos diferentes. Devemos integrar completamente todos os aspectos da vida e direcionar todas as energias para a grande meta, que é única.

Isso não significa que, para realizar Deus, a pessoa deva renunciar o mundo completamente e viver numa caverna, num mosteiro ou num convento. O que realmente importa é que todos os aspectos de nossas vidas sejam espiritualizados, de forma a poderem ser direcionados na obtenção da meta espiritual, que é a realização de Deus.

Uma vez que a raja-yoga é o caminho da meditação, ela é – quando praticada exclusivamente – seguida por aqueles que levam vidas contemplativas. A maioria de nós nunca se enquadrará nessa categoria. 

A raja-yoga é, entretanto, um componente essencial de todos os outros caminhos espirituais, pois a meditação está incluída na absorção de amor por Deus, no discernimento da razão, e é parte essencial para balancear as ações abnegadas.

Um mestre espiritual genuíno acende a chama da espiritualidade contida no estudante, pelo poder de suas próprias realizações interiores. Diríamos que a vela do estudante é acesa pela chama do mestre. Nossas velas não podem ser acesas por livros, assim como também não podem ser acesas por mestres desqualificados, que falam de religião mas não vivem o que pregam. 

Levando tudo isso em conta, algumas instruções básicas podem ser dadas: qualquer conceito de Deus – seja com forma ou sem forma – que nos agrada é bom e útil. Podemos pensar que Deus existe tanto fora quanto dentro de nós. 

Sri Ramakrishna, no entanto, recomendou que meditássemos em nosso interior, dizendo: “O coração é um lugar esplêndido para se meditar”. A repetição de qualquer nome de Deus que nos agrade é boa, assim como é benéfica a repetição da sílaba “Om”. É muito bom e aconselhável ter um período regular e diário para meditação, de forma a criar o hábito; na mesma linha, é uma grande ajuda à meditação ter um lugar constante para as práticas, que seja calmo, limpo e tranquilo. 
https://www.vedanta.org.br/yoga


Namastê
Lu Perez

Karma Yoga

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Karma yoga é o yoga da ação ou trabalho; especificamente, karma-yoga é o caminho do trabalho consagrado: é a renúncia aos resultados de nossas ações ao realizá-las como uma oferenda espiritual, em vez de acumular os resultados das ações para nós mesmos.

Como já mencionamos antes, karma é a ação e o resultado da ação. Aquilo que vivenciamos hoje é o resultado do nosso karma – bom e mau – criado por nossas ações anteriores. Essa corrente de causa e feito que nós mesmos criamos pode ser quebrada pela karma-yoga : combatendo o fogo com o fogo, usamos a espada da karma-yoga para interromper a reação encadeada de causa e efeito. 

Desvinculando o ego do processo de trabalho pelo oferecimento dos resultados a um poder mais alto – seja um Deus pessoal ou ao Ser interno – interrompemos todo o processo, que cresce como uma bola de neve.

Tenhamos ou não essa percepção, todos nós agimos todo o tempo, visto que até mesmo sentar e pensar são ações. Uma vez que a ação é inevitável, é parte integral de estar vivo, precisamos reorientá-la para um caminho que leve à realização de Deus. Como lemos no Bhagavad Gita, uma das mais sagradas escrituras do hinduísmo:
Qualquer que seja a sua ação,
Alimento ou adoração;
Qualquer que seja o presente
Que você dê a alguém;
O que quer que você prometa
Ao trabalho do espírito…
Coloque  isso também
Como oferendas diante de Mim.

Todos nós temos a tendência de agir com expectativas em nossas mentes: trabalhamos duro em nossos empregos para conseguir o respeito e apreciação de nossos colegas e promoções por parte do patrão. Limpamos nossos jardins e os deixamos adoráveis com a esperança de que nossos vizinhos os apreciem, se não ficarem decididamente invejosos. 

Trabalhamos duro na escola para alcançar boas notas, prevendo que isso nos trará um bom futuro. Preparamos uma esplêndida refeição com a expectativa de que será recebida com aplausos e elogios. 

Vestimo-nos com capricho esperando a apreciação de alguém. Uma parte tão grande das nossas vidas é dispendida na expectativa de resultados futuros que isso acaba sendo feito automaticamente, inconscientemente.

Esse, entretanto, é um padrão perigoso. De um ponto de vista espiritual, todas essas expectativas e antecipações são como cavalos de Tróia que, cedo ou tarde, nos trarão sofrimento. O sofrimento é inevitável porque nossas expectativas e desejos são intermináveis e insaciáveis. Viveremos de desapontamento em desapontamento pois nossa motivação é satisfazer e engrandecer o ego; ao invés de quebrar os grilhões do karma, estamos forjando novas correntes.

Seja qual for o nosso temperamento, devocional, intelectual ou meditativo, a karma-yoga pode facilmente ser praticada em conjunto com os outros caminhos espirituais. Mesmo aqueles que levam uma vida predominantemente meditativa se beneficiam da karma- yoga, pois os pensamentos podem produzir amarras tão efetivas quanto as ações físicas.

Assim, como os devotos oferecem flores e incenso em sua amorosa adoração a Deus, as ações e pensamentos também podem ser oferecidos como uma adoração divina. Sabendo que o Senhor existe nos corações de todas as criaturas, os devotos podem e devem adorar a Deus servindo a todos os seres como manifestações vivas de Deus. 

Parafraseando Jesus: aquilo que fazemos pelo último de nossos irmãos e irmãs, fazemos para o próprio Senhor. Diz o Bhagavad Gita :”Um yogi vê a Mim em todas as coisas, e todas as coisas em Mim.” O mais elevado de todos os yogis, continua o Gita, é aquele “que se inflama com a felicidade e sofre a tristeza de cada criatura” dentro do seu próprio coração.

Os jñanis(aspirantes seguindo pelo caminho do discernimento ou da razão) tomam uma posição diferente mas igualmente efetiva. Eles sabem que embora o corpo e a mente realizem ações, na verdade eles mesmos não trabalham de modo algum. No meio de intensa atividade, os jñanis repousam na profunda quietude do Atman. Mantendo a atitude de uma testemunha, eles recordam continuamente que não são nem o corpo, nem a mente. Eles sabem que o Atman não está sujeito à fadiga, à ansiedade ou ao excitamento; puro, perfeito e livre, o Atman não tem luta pela qual se engajar, nem objetivo para alcançar.

O objetivo de todas as yogas é espiritualizar toda a nossa vida, em vez de compartimentalizar nossos dias em zonas “secular” e “ espiritual”. Com relação a isso, a karma-yoga é particularmente efetiva, já que não nos deixa usar a atividade como um escape. Por insistir que a própria vida pode ser sagrada, a karma-yoga nos dá as ferramentas da vida diária para talhar nosso caminho rumo à liberdade. Citando novamente o Bhagavad Gita com relação à karma-yoga: Assim você se livrará dos bons e dos maus efeitos de suas ações. Ofereça tudo a Mim. Se seu coração está unido a Mim, você se verá livre do karma nesta mesma vida, e vem para Mim ao final.
https://www.vedanta.org.br/yoga


Namastê
Lu Perez

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Raiz do Yoga


Nos meses de maio e junho incentivei os alunos a percorrerem uma jornada na roda do Yoga.  Foram aulas lindas de profunda conexão uma aventura interna que desbravamos juntos, rumo a consciência sagrada do despertar. Segue um resumo da práticas acompanhada pelo livro "A tradição do Yoga de Georg Feuerstein".

"Yoga não é algo que fazemos, mas aquilo que nos tornamos. "Georg Feuerstein.


Raja Yoga - O Yoga Resplandecente do Reis do Espirito
Raja yoga significa Yoga Real, isso quer dizer que a prática do controle da mente para os verdadeiros heróis. Esta prática está profundamente ligado ao tantrismo, já que o mesmo usa bandhas, principalmente o mulla bandha para elevação da energia em prol da meditação.

Jnâna Yoga - A Visão do Olho da Sabedoria
A palavra Jnâna significa conhecimento, intuição, sabedoria. Esta prática de meditação é a abertura da sua própria sabedoria interior para a realização de Si mesmo. Esse é o caminho ensinado nos Upanishads. Os princípios orientadores desta prática é; força de vontade ( iccha) e da razão inspirada ( buddhi). Principais qualidade para viver sobre Jnâna:
1-Discernimento (Viveka), ver as coisas tais quais elas são.
2-Renúncia (virâga), dedicar-se a boas obras sem esperar nenhuma recompensa.
3-Seis Perfeições ( Shat-sampatti)
3.a Tranquilidade (shama)
3.b Controle dos sentidos (dama)
3.c Interrupção ( uparati)
3.d Resignação ( titiksha)
3.e Concentração mental ( samadhana)
3.f Fé ( shraddâ)
4 O desejo de Liberação ( mumukshtva)

Bhakti Yoga - O poder Transcendente do Amor
É uma prática de devoção, a força emocional que purifica e canaliza para Deus. Existem 9 caminhos para realização em Bhakti;
1 A audição ( shravana), Escutar os nomes de Deus.
2 O cantar ( Kirtana), Cantar é a forma de recordação meditativa em Deus.
3 A Recordação ( smarana), Lembrar da fonte sagrada todo instante.
4 O serviço aos pés ( pâda - sevana), Expressar-se pelo ato de prostração ao Mestre, Guru e fazer oferenda.
5 O ritual ( arcanâ), O cumprimento dos ritos religiosos prescritos, especialmente os que giram em torno do próprio altar.
6 A prostração ( Vandana), Apenas tocar a testa no chão.
7 A devoção servil (dâsya), Servir de diversas maneira o sagrado, sendo instrumento.
8 Um sentimento de amizade ( Sâkhya), Aproximar-se na amizade sincera.
9 A oferta de si mesmo ( âtma-nivedana), Sentir Deus dentro de ti m ação.

Karma Yoga - Liberdade na Ação
Karma Yoga é literalmente o Yoga da ação, ter consciência em cada ato. Somos o que somos em consequência do que fazemos. O Mahatma Gandhi, foi u verdadeiro Karma Yogin em ação, trabalhava incansavelmente para o bem e para nação Indiana.

Mantra Yoga - O Som como Veículo de Transcendência
Meditação no som dos mantras, japa mantras de modo introverso e Kirtan extroverso.

LayaYoga - A dissolução do Universo
Ocupação total da mente na meditação, dissolver todos os vestígios de memória, todas as experiências sensoriais e aprofundar-se no vazio da alma.

Kundalini Yoga - Despertar da energia vital
Prática que visa através de técnicas de respiração, ásanas, bandhas, mantra a elevação da energia da kundalini e o despertar dos chakras.

Hatha Yoga - O cultivo de um Corpo de Diamante
Gira em torno do desenvolvimento e potencial do corpo físico em prol de estados de mega lucidez. Essa prática foi criada para facultar a manifestação da Realidade suprema no corpo e na mente humana. Neste ponto o Yoga expressa o ideal do Tantra, que é o viver no mundo a partir da plenitude da realização do Si mesmo, e não o de fugir da vida para chegar a iluminação.







terça-feira, 14 de março de 2017

ELCA








Este grupo é destinado a pessoas que estejam com depressão, síndrome de ansiedade, pânico que estão em busca de um reencontro com elas mesmas de uma forma diferente de tudo que já vivenciaram.
Trabalharemos nas seis vivências, um reencontro puro e verdadeiro com a sua essência, pois no ponto de vista de ELCA Terapia todas as doenças, dores e males que vivemos derivam da desconexão com a sua essência, por isso é tão importante harmonizar as informações que impedem o manifestar dela.
Se abra pra uma nova possibilidade e participe do grupo "Em Busca do Meu Eu".
Para dúvidas e mais informações, entre em contato pelo telefone 11994403380 ou pelo email elcaterapia@gmail.com

quarta-feira, 1 de junho de 2016

CORRELAÇÃO chakras e mestres ascencionados






                   
A Divina Presença
"EU SOU O QUE EU SOU"
O Cristo
Eu Superior
Anjo da Guarda
Corpo Causal
Memória
Criação
Mental
Pensamento
Emocional
Desejos
Físico
Matéria
ElementoÉterÉterÉterFogoArÁguaTerra
ReinoDivinoDivinoDivinoMineralVegetalAnimalHumano
ChakrasCabeçaCoração3ª VisãoGargantaAlmaPlexo SolarBase/Espinha
QualidadeSabedoriaVitóriaAlegriaLuzLiberdadePazHarmonia
CorAmarelaRosaVerdeAzulVioletaRoxo / OuroBranco
Raio2º Raio3º Raio5º Raio1º Raio7º Raio6º Raio4º Raio
Mestre / ChohanSenhor LantoPaulo VenezianoHilarionEl MoryaSaint GermainMestra NadaSerapis Bay
ElohimApolo e LuminaHeros e AmoraCyclopea e
Virgínia
Hércules e AmazôniaArturos e
Vitória
Paz e
Aloha
Pureza e
Astrea
ArcanjoJofiel e CristineChamuel e CaridadeRafael e MariaMiguel e FéZaquiel e
Santa Ametista
Uriel e AuroraGabriel e Esperança
DiaDomingo2ª Feira4ª Feira3ª FeiraSábado5ª Feira6ª Feira






O CORPO DA PRESENÇA DO "EU SOU O QUE EU SOU" 
Reino: Divino
Elemento: Fogo Etéreo
Chakra: da "Cabeça" ou da "Coroa"
Cor: Amarela
Raio: 2º Raio
Dia: Domingo
Signo do Zodíaco: Capricórnio
Chohan: Senhor Lanto
Retiro do Chohan: Wyoming EUA. Grand Teton
Arcanjo: Jofiel e Cristine
Elohim: Apolo e Lumina
Qualidade: Iluminação, Auto consciência em Deus, Humildade, Sabedoria, Discriminação entre o bem absoluto, o bem relativo e a maldade, Discernimento, Inteligência e Mente aberta.
Perversão: bruxaria, magia negra, orgulho, auto centralização, razão humana, falta de compreensão, uso imprudente e desordenado da energia, estupidez, letargia, ignorância, falta de discernimento, desonestidade mental.
O CORPO DO "CRISTO", O "EU PERFEITO" OU "EU SUPERIOR"
ELE É O SEU "ANJO DA GUARDA" 

Reino: Divino
Elemento: Fogo Etéreo
Chakra: Coração
Cor: Rosa
Raio: 3º Raio
Dia: 2ª Feira
Signo do Zodíaco: Áries e Libra
Chohan: Paulo Veneziano
Retiro do Chohan: Templo do Sol em Nova York e Sul da França
Arcanjo: Chamuel e Caridade
Elohim: Heros e Amora
Qualidade: Vitória, Amor Divino, Abnegação, Beleza - conforto, Graça, Harmonia, Criatividade, Magnetismo espiritual, Compaixão, Unidade, Adesão, Coesão, Comunhão com a vida, Batismo do Espírito Santo.
Perversão: amor humano, vaidade, feiúra, desconforto, negligência, sensualidade, magnetismo animal, auto piedade, simpatia humana, desunião, desintegração, decadência.
O CORPO CAUSAL OU DA CAUSA E DO EFEITO
Reino: Divino
Elemento: Fogo Etéreo
Chakra: 3ª Visão
Cor: Verde Esmeralda
Raio: 5º Raio
Dia: 4ª Feira
Signo do Zodíaco: Touro e Escorpião
Chohan: Hilarion
Retiro do Chohan: Creta, Grécia
Arcanjo: Rafael e Maria
Elohim: Cyclopea e Virgínia
Qualidade: Alegria, Verdade, Abundância, Ciência, Método, Vida, Saúde, Cura, Unidade, Rejuvenescimento, Regeneração, Precipitação direta ou indireta do Espírito para a matéria.
Perversão: erro, insuficiência, falta, morte, doença, ausência de virtudes e de coisas espirituais, necessidades.
O CORPO ETÉREO OU DA MEMÓRIA
Reino: Mineral
Elemento: Fogo
Chakra: Garganta
Cor: Azul Celeste
Raio: 1º Raio
Dia: 3ª Feira
Signo do Zodíaco: Gêmeos e Sagitário
Chohan: El Morya
Retiro do Chohan: Darjeling Índia
Arcanjo: Miguel e Fé 
Elohim
: Hércules e Amazônia
Qualidade: Luz, Perfeição, Vontade Divina, Proteção, Direção, Construção, Fé, Obediência, Amor a Deus e sua lei, Poder, Coragem, Ordem, Negócios, Governo Divino, Luz, energia.
Perversão: imperfeição, vontade humana, destruição, dúvida, desobediência, rebeldia à Deus e sua lei, manipulação psíquica, magia negra, submissão, desorganização nos negócios e na economia das nações, ausência de luz e energia.
O CORPO MENTAL OU DA MENTE
Reino: Vegetal
Elemento: Ar
Chakra: Alma
Cor: Violeta
Raio: 7º Raio
Signo do Zodíaco: Aquário e Leão
Dia: Sábado
Chohan: Saint Germain
Retiro do Chohan: Transilvania Romênia  e Table Mountain Whyoming EUA
Arcanjo: Zadquiel e Santa Ametista
Elohim: Arturos e Vitória
Qualidade: Liberdade, Justiça, Tolerância, Misericórdia, Perdão, Ritual de vida, Invocação do Fogo Sagrado, Ação do fluir da luz, Energia, Diplomacia, Tato, Postura, Ciência da alquimia, Transmutação da Lei da transcendência, Profecia.
Perversão
: servidão, escravidão, injustiça, intolerância, dureza de coração, crueldade, libertinismo, desorganização, falta de coragem, inconstância, oração de mal intento, falta de conhecimento, mal uso da ciência sagrada, perversão e má interpretação das Escrituras e da Lei da Verdade, intransigência, palavras dos maus espíritos.
O CORPO EMOCIONAL OU DOS DESEJOS
Reino: Animal
Elemento: Água
Chakra: Plexo Solar
Cor: Púrpura /o centro é dourado
Raio: 6º Raio
Dia: 5ª Feira
Signo do Zodíaco: Peixes e Virgem
Chohan: Mestre Nada
Retiro do Chohan: Arábia Saudita
Arcanjo: Uriel e Aurora
Elohim: Paz e Aloha
Qualidade: Paz, Ministério e Serviço, Fraternidade e família, Vida fundamentada em Cristo, Equilíbrio de vida cristã individual e em sociedade
Perversão: turbulência emocional, guerra, existência ego centrado, desintegração da família e da sociedade, desequilíbrios individuais e sociais.
O CORPO FÍSICO OU MATERIAL
Reino: Humano
Elemento: Terra
Chakra: Base/Espinha
Cor: Branco cristal
Raio: 4º Raio
Dia: 6ª Feira
Signo do Zodíaco
: Câncer
Chohan: Serapis Bay
Retiro do Chohan: Luxor, Egito
Arcanjo: Gabriel e Esperança
Elohim: Pureza e Astrea
Qualidade: Pureza, Perfeição, Auto disciplina, Moralidade, Esperança, Vida,  Espirais positivas, Alegria, Êxtase espiritual, Unidade, Perfeição, Simetria, Geometria, Lei, Ordem, Comensurabilidade, Em cima é como em baixo, Arquitetura divina, Molde de vida.
Perversão: impureza, imperfeição, falta de auto controle, imoralidade, morte, desesperança, espirais negativas, luxuria, separatividade, sem lei, anarquia, caos, ausência de interação entre espírito e matéria, distorção dos desígnios divinos.
do site: www.eusouluz.com.br